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L MODA

Empoderamento plus size

Cada vez mais inclusiva, a moda é impulsionada pela quebra de padrões de beleza e paradigmas de estilo

Por Isabella Holouka

19 out 2020 às 08:06

A bailarina Julia Del Bianco, de 32 anos, sempre gostou de moda, mas sofria para encontrar roupas que tivessem o seu gosto e tamanho – muitas vezes ela pediu para as costureiras da família confeccionarem suas peças.

“Eu rodava um shopping para encontrar uma loja que talvez tivesse roupa para mim. Hoje temos mais opções de marcas com uma modelagem real”, comemora.

“Às vezes as pessoas acham que não podem ser fashionistas ou se cuidar, têm que usar aquela roupa mais fechada, com uma cara mais séria, sem cores, estampas, listras, branco… Quantas coisas disseram para a gente que não podia, e na verdade não tem nada a ver? Temos que usar o que gostamos”, afirma Julia.

“Nas rodinhas, antigamente, quem vestia mais que 42 era considerada gorda. Mas nós temos que tirar todo esse estereótipo de gorda e magra, e sermos apenas mulheres. Você deve usar aquilo que te faz bem, que te aquece o coração”, defende Andréa Sabonaro, da loja Chic & Elegante.

Vivemos um momento em que a sociedade trabalha a inclusão frequentemente nos ambientes de trabalho, nos transportes, nos locais públicos, e também na moda, pontua Maria Alice Ximenes, coordenadora do curso Têxtil e Moda da Fatec Americana. “A moda restringiu tamanhos muito pequenos por muito tempo, sendo que a gente vive em um país em que temos uma população muito grande que veste acima do número 44”, explica Maria. Na última década, um movimento pela aceitação de todas as belezas, incluindo de corpos maiores e com mais de 60 anos, tem impulsionado as marcas a trabalharem modelagens d o objetivo de vestir a todos.

“Muito embora a cultura da aparência seja cruel, nós percebemos que é um movimento que está partindo das próprias mulheres, de se aceitarem e terem autoestima”, acrescenta a coordenadora. Desenvolvida com atenção redobrada às qualidades dos corpos, a moda plus size tem utilizado estampas, tecidos e modelagens que contribuem para a expressão de diferentes estilos, através das vestimentas e desafiam os antigos padrões de beleza.

Assim como acontece com a descoberta de um estilo pessoal, a percepção do próprio biotipo e das peças que vestem melhor é um processo que demanda autoconhecimento. Felizmente, hoje “a principal regra é quebrar todas as regras”, como defende a consultora de imagem plus size Franciny Costa.

“Moda e estilo não têm nada a ver com o número do manequim. Autoestima e autenticidade independem do tamanho do corpo. Moda é possibilidade e diversão, então se joga”, incentiva.

Calça preta é sempre um acerto, já que combina com tudo. Nesta produção, ela ganha a companhia certeira da blusa com poás [Via Direta/Mel e Canela]

O vestido no estilo “envelope” com saia arrematada com babados valoriza o corpo com curvas [Chic & Elegante]

Para conquistar corações. Vestido vermelho com detalhe de fivela na cintura [Via Direta/R&C]

A delicadeza deste vestido está no seu ar romântico, babados nas mangas e modelagem confortável [Chic & Elegante]

O vestido até o joelho com tecido leve e estampado tem a cara do verão [Chic & Elegante]

O conjunto de bermudinha e quimono verde claro tem a charmosa estampa de corações brancos e fica perfeito com a camisetinha branca básica por baixo. Ideal para fazer charme nos dias quentes da temporada [Via Direta/Milla Beni]

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