Tracajazz lança disco de estreia e documentário

No álbum “Zero Um”, grupo de Americana mescla sons que vão do baião ao heavy metal


Foi no icônico 13 de julho, Dia Internacional do Rock, que o power trio americanense Tracajazz escolheu para lançar nas plataformas digitais seu primeiro disco, “Zero Um”. Resultado de sete anos de criações, o que se transcorre pelas oito faixas do álbum, no entanto, vai muito além do gênero celebrado nesta data. 

Foto: Marcelo Rocha
O Trio americanense Tracajazz posa para foto no Espaço GNU, onde já se apresentaram por diversas vezes nos últimos anos

Do baião ao heavy metal, passando por sopros e elementos eletrônicos, jazz fusion e poesia concretista, o grupo se propõe ao experimentalismo. “No Tracajazz deu certo isso: trabalhar o eletrônico junto com o violão e a batera mais heavy metal, fusion. A rítmica do Tracajazz eu acho que é um lance que se destaca. Eu sou batera, o [Guilherme] Azzi é batera, o Mexicano também toca batera um pouco. O Traca é o som que eu quero fazer que deu certo”, explica o baixista Maurício Scaramal, que forma o trio com Christian Euzébio, o Mexicano (guitarra e violão) e Guilherme Azzi (bateria).

Para marcar o lançamento, a banda disponibilizou em suas redes sociais um mini-documentário dirigido e editado por Willian Samurai, americanense que no currículo traz trabalhos audiovisuais para artistas como Alok, Wesley Safadão, Anitta, Luan Santana e Nx Zero. No vídeo, eles apresentam o novo single, “Primeiro Ser Exato”. Um clipe para “Se Humanos Querem” já havia sido lançado no final de janeiro. 

“Se você pegar minhas músicas, cada coisa é uma coisa. Eu sempre caminhei para o clássico, aquele violão sozinho, mas minhas músicas, crescemos aqui, no rock. Naná (Scaramal) é um ótimo músico, eu com minhas viagens, acabou formando isso. Esse é o Tracajazz”, descreve Mexicano. 

Para Azzi, um dos pontos fundamentais é a sintonia entre os músicos. A “aquarela” musical, como ele define, tem algumas raízes nos anos 1990, quando Mexicano compôs a faixa instrumental “Maromba”, na cidade carioca que dá nome à canção. Depois, teve seus primeiros trabalhos com Scaramal, em bandas como Berimbau Elétrico e Circo Vitae. O convite a Azzi ocorreu após o verem tocar em uma jam session no 2º Bluesteco Festival. 

“Não adianta só você executar bem o instrumento. Tem que rolar aquela química, aquele entendimento. Precisa entender a conversa. Aí que está a magia”, sugere.

As músicas foram gravadas e mixadas no Bunker 4.0.9, pelo Tracajazz e Dimo Bass. O disco foi masterizado no Classic Master, por Carlos Freitas, e distribuído pela Tratore em todas as plataformas digitais. A arte da capa foi criada por Vito Afirma (Funto).

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