DJ americanense segue os passos do pai

DJ segue o pai, que discotecava em clubes da região, alcança destaque em evento internacional e prepara lançamento de programa de streaming


“Nossa família vive de evento e da vida de DJ. E a futura geração também viverá!”. A previsão é do DJ barbarense Reinaldo Morilla, de 48 anos, e que há 33 discoteca em clubes da região. Neste Dia dos Pais, um de seus orgulhos é ver o filho, Gabriel Honorio, 23, seguir seus passos e conseguir espaço em festivais internacionais.

Atrás das pickups, eles assumem outros nomes. Reinaldo se apresentou como ZY-Mello por anos, e agora tem projetos como ZY-Chipset, enquanto Gabriel tem o nome artístico de Honorious.
A história do patriarca se mistura à trajetória de tradicionais festas da região dos anos 1980 e 90. “Comecei a carreira em 1987, no Som do Grilo e Som do Erick, no Clube Rio Branco e casas noturnas de Americana e nas principais festas da região”, conta Reinaldo.

Foto: Alex Miatello / Divulgação
Reinaldo se apresentou como ZY-Mello por anos, e agora tem projetos como ZY-Chipset, enquanto Gabriel tem o nome artístico de Honorious

Aos 8 anos, Gabriel já pegava os fones e arriscava seus primeiros mixes inspirado no pai. “Gostava muito das músicas que ele ouvia quando eu era criança, então fui gostando bastante de música eletrônica e comecei a ajudar na nossa empresa trabalhando em casamentos e aniversários. Foi um processo acho que Natural”, relembra DJ Honorious.

Durante sua formação musical, participou de conferências em países como Holanda e Reino Unido. “Mas o destaque fica com o ADE Amsterdam Dance Event, onde me apresentei no ano passado em um dos locais. Foi incrível”, resume.

Rádio show

Agora, o jovem se prepara para lançar um rádio show que vai ao ar no Spotify, YouTube e Mixcloud. “Nele, vou trazer convidados e todo programa vai ter o clássico da semana, onde quem escolhe é o público pelo meu Instagram. Ele vai ao ar dia 22 de agosto”, revela.

Sobre a diferença entre a cena do pai e a sua, ele aponta que, no passado, os DJs não eram vistos como artistas. “Era uma profissão mais tímida, eles ficavam muitas vezes escondidos nos clubes e também eram muito focados somente em discotecar. Hoje o DJ tem esse lado produtor, principalmente dentro da música eletrônica. E falando de equipamentos, a tecnologia trouxe mais facilidades para a profissão”, finaliza.

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