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Cultura

Em meio à Covid e à crise, Flip começa nesta quinta de forma online e gratuita

Por Agência Estado

03 de dezembro de 2020, às 07h00 • Última atualização em 03 de dezembro de 2020, às 19h48

A pandemia da covid-19 alterou todo o calendário das feiras literárias, no Brasil e no mundo. Com a proibição de aglomerações, os debates deixaram de ser presenciais e se transformaram em eventos online, pela internet. Por isso, o mais importante evento nacional, a Festa Literária Internacional de Paraty, começa nesta quinta-feira, 3, sua 18ª e mais inusual edição. Nenhum escritor ou leitor vai enfrentar o acidentado calçamento da cidade histórica: as tradicionais mesas serão acompanhadas pelo site e redes sociais da Flip.

Assim, às 18h ocorre o primeiro encontro, denominado Diásporas e vai reunir a inglesa Bernardine Evaristo (autora de um dos mais instigantes livros do ano, Garota, Mulher, Outras, editado pela Companhia das Letras) e a brasileira Stephanie Borges, autora dos vigorosos versos de Talvez Precisemos de Um Nome Para Isso. Em seguida, às 20h30, começará a primeira mesa dedicada aos artistas paratienses, com os músicos cirandeiros Fernando e Marcello Alcântara. Outras nove mesas serão realizadas até domingo, 6.

“Este é um ano atípico, por isso optamos por este formato”, explica Mauro Munhoz, diretor artístico do evento. “A Flip Virtual contará com uma linguagem própria, que respeita o sentido original e o espírito da Festa: ser mais que um mero evento, estabelecendo uma relação duradoura e permeável com Paraty.” A edição será atípica também por não contar com a presença de um curador nem de um autor homenageado. A jornalista e editora Fernanda Diamant deixou a função de curadora em agosto – e, desde então, não houve substituição.

Já a questão da homenagem, o nome anunciado (a escritora americana Elizabeth Bishop) despertou diversas críticas, transformando o que seria um tributo em um dilema. Daí a decisão por não haver um escolhido. Finalmente, como houve uma queda significativa de receita, a Flip lançou uma campanha de financiamento coletivo para manter o projeto educativo (especialmente a Flipinha) até março de 2021. Percalços que, espera-se, serão esquecidos quando começar o primeiro encontro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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