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CARNAVAL

Moradores da região desfilam em escolas de samba da capital 

Alguns foliões preferem assistir os desfiles do sofá de casa, enquanto outros escolhem viver a emoção da avenida

Por Stela Pires

10 de fevereiro de 2024, às 08h47 • Última atualização em 10 de fevereiro de 2024, às 10h23

Todos os anos, a majestosidade dos desfiles das escolas de samba de São Paulo e Rio de Janeiro é transmitida pelos canais de televisão durante o Carnaval. Alguns foliões preferem acompanhar o enredo do sofá ou até mesmo das arquibancadas dos sambódromos, mas outros decidem atravessar a avenida e vivenciar a verdadeira emoção do desfile.

Juliana atravessa a linha amarela da avenida pela Mocidade Alegre pelo quarto ano, desta vez acompanhada da sogra Walkiria Viana – Foto: Claudeci Junior/Liberal

“A hora que a bateria começa a tocar não tem como não se arrepiar”, disse a professora barbarense Juliana Viana, de 41 anos. Ela desfila pela quarta vez neste sábado, pela Mocidade Alegre, escola campeã do Grupo Especial de 2023 – ano em que Juliana não conseguiu participar.

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A professora nunca foi uma grande fã da festa, o máximo que fazia era frequentar algum baile na região, e confessa que tinha “um certo preconceito” com o Carnaval antes de integrar a escola nos desfiles. “A gente acha que Carnaval é bagunça, essas coisas, mas quando passa a frequentar a quadra, percebe que não é nada disso”, contou. 

Juliana esteve pela primeira vez na quadra de ensaios da Mocidade Alegre, na capital paulista, em 2017, a convite de um amiga que já frequentava e desfilava pela escola. Lá ela teve a oportunidade de ver o verdadeiro trabalho feito pelas escolas de samba e quebrar os estigmas que tinha a respeito.

Confira os o enredo 2024 da Mocidade Alegre

Assim que pisou na quadra, Juliana se encantou e decidiu comprar uma fantasia para participar do desfile. O investimento para as alas que desfilam no chão é de R$ 300 a R$ 400. “É apaixonante, dá vontade de voltar todo ano”, disse.

Os ensaios começam em setembro do ano anterior ao desfile, depois da definição do samba-enredo da escola. Os ensaios acontecem duas vezes por semana, às sextas-feiras na rua e aos domingos na quadra da Mocidade. Os dois ou três últimos antes do desfile acontecem dentro do sambódromo.

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Com o tema “Brasiléia Desvairada”, a Mocidade Alegre falará sobre o poeta Mário de Andrade. Juliana estará na ala 14, intitulada “Asas Douradas”, e terá ao seu lado a sogra de 69 anos, Walkiria Viana, que fará sua estreia na avenida. Elas desfilariam neste sábado (10), à 0h45.

“A melhor parte é a diversão, a emoção de fazer parte de um trabalho tão bonito que acontece ao longo de um ano, é um preparo muito grande. Desfilar é se divertir, se emocionar e fazer parte de uma comunidade”, contou a professora.

Fernanda realizou o sonho de desfilar no sambódromo do Anhembi – Foto: Adriano Moraes

A realização de um sonho

Desfilar no Sambódromo do Anhembi sempre foi um sonho para a psicóloga Fernanda Fornaziero, 44, de Santa Bárbara. Ela é fascinada pela folia desde pequena. “Essa questão da festa, do Carnaval, sempre me alegrou”, disse. 

A oportunidade da realização deste sonho surgiu através da escola Morro da Casa Verde, de São Paulo. A escola possui uma ala inteira composta por moradores de Santa Bárbara d’Oeste e Piracicaba, o que possibilitou a participação de Fernanda.

De acordo com ela, os ensaios, que também iniciaram em setembro, aconteciam aqui na região, com um representante da escola que se deslocava até a cidade para coreografar os participantes do desfile. 

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O sonho de Fernanda foi realizado no sábado passado, quando desfilou na ala 11 da Morro da Casa Verde. A escola faz parte do grupo de acesso que concorre a uma vaga para desfilar pelo Grupo Especial em 2025.

Sobre estar no sambódromo, o sentimento foi descrito como inexplicável. “Você tem que viver para saber, […] é surreal, é muito contagiante. Não tem como explicar, não consigo definir uma palavra”, contou.

Fernanda conta que a expectativa para classificação está alta. “A crítica está bem favorável, e caso isso aconteça [classificação], a gente vai desfilar novamente com o grupo principal no desfile das campeãs”, disse. 

Os campeões voltam ao Sambódromo do Anhembi no sábado, dia 17.

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