Juliana Paiva vive mulher em programa de proteção

Aos 26 anos, atriz viverá papel em "Salve-se Quem Puder" e sabe que a rotina de uma protagonista de novelas não é nada fácil


Aos 26 anos, Juliana Paiva sabe que a rotina de uma protagonista de novela não é fácil. Afinal, a atriz já desempenhou a função antes, em “O Tempo Não Para” e “Além do Horizonte”, tramas das 19h. A partir de 27 de janeiro, ela será vista no mesmo posto e horário, em “Salve-se Quem Puder”. Porém, não mais sozinha.

Na pele de Luna, uma camareira criada no México, ela dividirá as atenções com outras duas mulheres na trama principal: Deborah Secco e Vitória Strada. Essa união, para Juliana, representa uma espécie de alívio. “Rola uma solidão nesse lugar de protagonista. A gente vibra muito com o fato de sermos três ali porque, muitas vezes, quando você é a mocinha, todo mundo já acabou de gravar e fica lá só você. E sozinha, sofrendo em cena. Agora, nos amparamos uma na outra”, valoriza Juliana.

Foto: Divulgação
Juliana Paiva

A trama central de “Salve-se Quem Puder” mostra três mulheres, cada uma com um sonho de vida prestes a ser concretizado, que precisam mudar radicalmente. É que o trio presencia um crime cometido por uma organização internacional que já vinha sendo monitorada pela Polícia Federal. E, para que as investigações prossigam e elas e suas famílias se mantenham em segurança, as três entram em um programa de proteção a testemunhas.

“Luna é a mais nova delas, mas também a mais madura. Acho que é muito esse lugar da mulher que consegue se colocar no lugar do outro com mais facilidade. Ela tem uma positividade que é dela, mas também carrega uns buraquinhos no coração”, revela.

O drama que envolve a personagem se concentra no abandono que ela sofreu pela mãe, quando ainda tinha 4 anos de idade. Quando estava casada com Mário, vivido por Murilo Rosa, Helena, papel de Flávia Alessandra, resolveu arriscar a vida nos Estados Unidos. Foi a única que conseguiu o visto de entrada para o País e, por isso, fez a promessa de voltar ao México depois de se estabelecer em terras americanas, para buscar a família. Mas isso jamais aconteceu.

Quando precisa mudar de vida e acaba parando no Brasil, Luna decide procurar a mãe, que está casada com um milionário. Mas a filha agora se chama Fiona e, com o passado mantido em segredo, resolve se aproximar da mãe.

“Luna tem a oportunidade de encontrar essa mulher, só que ela não é tudo aquilo que a filha esperava. Com a troca de identidade e o programa de proteção, a essência das três mocinhas permanece, mas é amadurecida, moldada”, conta Juliana.

A nova vida de Luna, Kyra, personagem de Vitória, e Alexia, papel de Deborah, começa quando, para todos, as três estão mortas. É que justamente quando elas testemunham o assassinato de um juiz, um furacão passa pelo País e deixa um enorme rastro de destruição. Com isso, fica mais fácil fingir que elas estão entre as vítimas fatais e dar novos nomes e visuais às protegidas.

No olho do furacão

Para as cenas de furacão, Juliana conta que dedicou cerca de três semanas intensas de gravações. Muitas em uma piscina com ondas, localizada em um parque aquático do Rio de Janeiro.

“Quando for ao ar, as pessoas vão ter uma noção de que se trata de uma superprodução mesmo. É incrível essa experiência, dá um gás a mais para a gente. Quando vemos a estrutura montada, a quantidade de profissionais envolvidos e toda uma história para contar, vamos nos aproximando da realidade dos personagens, sentimos esse frio junto com eles. A gente foi, literalmente, para o olho do furacão”, deslumbra-se.

Para Juliana, o furacão funciona como uma metáfora na trama. Afinal, no caso de Luna, tudo caminhava para um final aparentemente feliz. Ela está noiva de Juan, interpretado pelo português José Condessa, e quase se formando em Fisioterapia, ou seja, perto de conseguir se estabilizar financeiramente e, assim, ter condições melhores para cuidar do pai, que vive em uma cadeira de rodas.

“Todo mundo vai passar por um tipo de furacão na vida. Na novela, ele é físico. Aquelas mulheres não planejam essa mudança, não têm uma construção de uma personalidade. Todas estavam vivendo um sonho, em um sentido de vida, mas o mundo vira ao avesso e elas precisam seguir. Nesse caminho, vão se descobrindo, vendo que aquele sonho talvez fosse uma coisa mais banal, perto da atual realidade”, avalia.

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