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O Copom, da Polícia Militar, e o gerenciamento de crises

Centro de Operações da Polícia Militar tem protocolo específico para atuar em casos como o assalto ao carro-forte em Santa Bárbara

Por Tiago Augusto Costa e Silva

19 de agosto de 2023, às 13h55 • Última atualização em 19 de agosto de 2023, às 13h56

Capitão Tiago Augusto Costa e Silva, da Polícia Militar - Foto: Junior Guarnieri/LIBERAL

O Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), localizado em Piracicaba e responsável pelo atendimento e despacho de ocorrências na região, conta com procedimentos específicos para gerenciamento de crises. Entende-se “crise” qualquer evento que possa atingir a segurança pública, sendo que a gestão dela ocorre preferencialmente de forma preventiva, com base no comando, controle, comunicação, computação, integração e inteligência.

Quando ocorre a necessidade, o Copom Piracicaba estabelece uma cabine exclusiva para o incidente crítico, que será compreendida como um sistema destinado a garantir o fluxo de informações sensíveis e de interesse para o planejamento e execução do policiamento ostensivo, empregado nas ações, missões e operações policial-militares.

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É na Cabine de Gerenciamento de Incidentes que é feito todo monitoramento e coordenação de eventos de grande porte, e as tomadas de decisões que podem envolver medidas estratégicas ligadas à segurança pública, tanto de maneira preventiva e programada, como em modo de respostas emergenciais. Em um ambiente com várias unidades e instituições, o sistema tem finalidade de integrar as instituições com competência para atuar em determinado fenômeno de interesse da Polícia Militar.

Um exemplo prático do uso desse protocolo do Copom foi na ocorrência de roubo a carro-forte ocorrida em Santa Bárbara d’Oeste, no dia 15 de agosto. Na ocasião detectamos uma situação de emergência, passamos a unificar a fonte de informações e monitorar redes para efetiva repressão imediata do incidente.

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O trabalho auxiliou no emprego e coordenação de diversos meios, como Grupamento Aéreo, BAEP (Batalhão de Ações Especiais), batalhões de cidades limítrofes com o local da crise, policiamento rodoviário, central de monitoramento da concessionária da rodovia, guardas municipais e centrais de monitoramento da região.

Concluímos que a rápida instalação da cabine foi fundamental para que a situação fosse rapidamente resolvida, reduzindo riscos no cenário de operações. Tudo monitorado, coordenado e gerido sala de crises do Copom.

Tiago Augusto Costa e Silva é capitão da Polícia Militar de São Paulo, chefe do Centro de Operações da Polícia Militar do Comando de Policiamento do Interior 9, graduado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Possui os cursos de Especialização na Polícia Militar: gerenciamento de crises; inteligência policial; segurança institucional; técnicas não letais e defesa pessoal. Cursos fora do País: instrutor internacional de Krav Maga (Santigo/Chile), Programa de Desenvolvimento de Instrutores de Krav Maga (Londres/ Inglaterra). E-mail: tiagoaugusto@policiamilitar.sp.gov.br

Colaboração

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