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INVESTIGAÇÃO

Carros utilizados em ataque a carro-forte são encontrados em Santa Bárbara

Land Rover Discovery e Chevrolet Captiva foram abandonados pela quadrilha em um milharal da cidade

Por Paula Nacasaki

17 de agosto de 2023, às 10h41 • Última atualização em 17 de agosto de 2023, às 11h08

Land Rover Discovery foi apreendida para perícia - Foto: Divulgação - GCM

Dois carros utilizados no ataque a um carro-forte em Santa Bárbara d’Oeste, na noite da última terça-feira (15), foram encontrados pela Polícia Civil em um milharal da cidade, no final da tarde desta quarta-feira (16). A informação foi confirmada pela GCM (Guarda Civil Municipal), que deu apoio à ocorrência.

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Os dois veículos, uma Land Rover Discovery e uma Chevrolet Captiva, foram utilizados para interceptar um carro-forte da empresa de transporte de valores Comando G8, na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), na última terça-feira, no trecho de Santa Bárbara, entre os quilômetros 124 e 125, próximo ao posto Graal (SP-348).

Segundo apurou o LIBERAL, a Polícia Civil tenta agora rastrear o percurso dos veículos e assim obter mais informações sobre o grupo criminoso que roubou R$ 2 milhões.

Esta é a segunda vez que a empresa G8 é alvo de um grupo fortemente armado neste ano na região.

O primeiro caso aconteceu em maio, quando um carro-forte foi interceptado por uma quadrilha na Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304), sentido capital, no km 142, também em Santa Bárbara.

Na ocasião, os criminosos usaram armas e explosivos e conseguiram fugir com ao menos R$ 2 milhões, deixando para trás R$ 569 mil em um dos veículos.

Veículos foram encontrados em um milharal de Santa Bárbara – Foto: Divulgação – GCM

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A Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Piracicaba, que investiga o caso, pontuou em coletiva nesta quarta-feira (16) que não descarta a possibilidade de que os dois ataques possam ter sido cometidos pela mesma quadrilha, uma vez que o modo de operação é semelhante, além do uso dos armamentos similares.

As informações foram passadas pelo delegado divisionário da Deic, Marcel William Oliveira de Sousa, e pelo diretor do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior), Kleber Antônio Torquato Altale.

“Em hipótese alguma [podemos falar que é a mesma quadrilha]. O que a gente pode falar e o que o Dr. Marcel pode falar é que o tipo de armamento utilizado praticamente era o mesmo”, destacou Kleber.

“Exatamente. Fuzis calibre 7.62, 5.56 e ponto 50, o equipamento e o modus operandi convergem nos dois casos”, completou Marcel.

O caso de maio deste ano ainda está sendo investigado e ninguém foi preso. Os delegados não quiseram detalhar o andamento das investigações, apenas se limitaram a dizer que é uma situação “extremamente complexa”.

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Outra hipótese levantada pelo proprietário da empresa de logística e que será investigada pela polícia é a de vazamento de informações, ou seja, de que os assaltantes sabiam exatamente o trajeto do carro-forte.

“O proprietário da empresa ficou indignado com isso e aventou essa possibilidade, é uma das hipóteses que serão investigadas pela polícia. Tudo é possível”, apontou Marcel.

Nos próximos dias, a Deic deve realizar oitivas com funcionários da equipe de segurança – que estavam no carro-forte – e com um motorista de caminhão que chegou a ser atingido por disparos.

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