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Editorial

Migrações do ensino

Por Redação

29 set 2020 às 09:45

A pandemia do coronavírus (Covid-19), que ainda resiste no País, provocou reflexos inéditos em setores diversos da rotina do brasileiro. O ensino foi um dos mais afetados. Tal como no surto do H1N1, em 2009, a crise sanitária mandou milhares de estudantes para casa. Só que, diferente da década anterior, a pandemia da Covid-19 se estendeu e forçou o ensino a se adaptar.

Com a determinação de fechamento, as escolas se viram obrigadas a promover alternativas para que o ciclo do aprendizado não fosse interrompido. Para isso, lançaram mão de aulas digitais e atividades remotas. Os esforços têm sido inéditos na tentativa de manter o ensino, tanto para que o aluno aprenda quanto para que o professor tenha possibilidade de lecionar e, também, manter o emprego que lhe é fonte de renda.

No setor público, os investimentos, porém, foram muito mais massivos do que no setor privado. Escolas particulares têm sofrido com o fim de contratos com estudantes de famílias que também se viram atingidas na renda pela pandemia.

Segundo dados da Diretoria Regional de Ensino de Americana, que contempla ainda unidades estaduais de Santa Bárbara e Nova Odessa, o número de alunos de escolas privadas que migraram para a rede do Estado aumentou 85% entre março e julho. Foram 145 transferências no período, neste ano, contra 78 na mesma época do ano passado.

Dentre as dificuldades citadas por pais e escolas está justamente a questão das mensalidades, cujo impacto no orçamento familiar pode ter se tornado maior em meio a medidas adotadas por empregadores, como reduções de jornada e salários.

A migração entre redes manda um recado ao sistema público, não apenas estadual, mas municipal também, de que é preciso que estejam preparados para absorver uma demanda que pode se tornar maior nos próximos meses ou anos, a depender da evolução da pandemia.

O Liberal

Neste blog você encontra a opinião do Grupo Liberal de Comunicação, por meio dos textos editoriais publicados na edição impressa.