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Estúdio 52

‘Ted Lasso’ e outras pérolas escondidas no Apple TV+

Com catálogo limitado, serviço de streaming ainda engatinha, mas tem ótimos títulos que merecem ser assistidos

Por André Rossi

13 mar 2021 às 11:44

Antes de qualquer consideração, vamos tirar o elefante da sala: é impossível defender a assinatura do Apple TV+ em detrimento dos demais serviços de streaming. Qualquer outra opção do mercado conta com um catálogo mais recheado para satisfazer diversos públicos.

Entretanto, apesar de ainda estar engatinhando nesse segmento, a Apple soube apostar em títulos originais e adquirir boas obras que estavam “sem casa” por conta da pandemia. Neste artigo, vamos trazer o que há de melhor no serviço para você conferir.

“Ted Lasso” é a grande atração do Apple TV+ no momento – Foto: Divulgação

Começando pela série “Ted Lasso”, que rendeu o Globo de Ouro de melhor ator de comédia ou musical para Jason Sudeikis neste ano. A trama gira em torno do personagem título, um técnico de futebol americano que, do nada, é contratado para assumir o comando de um time de futebol (o popular “soccer”) na Inglaterra.

O personagem surgiu em propagandas de TV para a cobertura do canal NBC Sports sobre a Premier League, principal divisão do futebol inglês. Ted Lasso se tornou tão popular que a Apple resolveu apostar numa série completa, com 10 episódios.

Por mais que a ambientação seja extremamente convidativa para os fãs do esporte, o maior mérito da série é a capacidade de cativar aqueles que não ligam para futebol. É comum ler comentários de fãs em fóruns nos aplicativos do LetterBoxd ou do TV Time que apontam que não gostam de futebol, mas se encantaram pela série.

A improvável contratação de Lasso para comandar o fictício AFC Richmond é parte central da história. A dona do clube, Rebecca Welton (Hannah Waddingham) decidiu contratar o pior técnico possível para que o time perca e seja rebaixado para a segunda divisão. O objetivo é se vingar do ex-marido, que perdeu a propriedade da equipe no divórcio.

A série é recheada de figuras carismáticas. Temos o capitão do time, Roy Kent (Brett Goldstein), destemido e ranzinza; o jovem talentoso, porém “mascarado” Jamie Tartt (Phil Dunster); e até o “garoto da água”, Nathan (Nick Mohammed), que é desastrado, mas entende do jogo.

Ted Lasso terá de conquistar a confiança do capitão Roy Kent (dir.) – Foto: Divulgação

O absurdo da situação, de um técnico que não conhece nada de futebol assumir um time tradicional da Premier League, é muito bem explorado no roteiro. Temos a revolta (bem humorada) dos torcedores, a incredulidade dos repórteres e a desconfiança por parte dos jogadores.

Jason Sudeikis está brilhante no papel. É preciso um bom ator para dar conta de um personagem que poderia facilmente soar como boboca, algo que nunca acontece. Nos momentos dramáticos, ele se garante tranquilamente e mostra que mereceu o Globo de Ouro.

Com episódios de pouco mais de 30 minutos, “Ted Lasso” surpreende pelo desenvolvimento maduro de seus personagens. A série tem o viés de comédia, mas sabe tocar em temas delicados.

Outras atrações

Se “Tad Lasso” não te cativou, talvez você queira conferir uma série mais pesada. Neste caso, “The Morning Show” é a indicação certeira.

Estrelado por Jennifer Aniston e Reese Witherspoon, a série acompanha os bastidores de um telejornal que entra em crise após denúncias de assédio contra o principal âncora. A segunda temporada já está em produção.

Quando o assunto é cinema, uma ótima opção é “Greyhound”. Estrelado por Tom Hanks, a trama gira em torno do capitão Ernest Krause, que comanda um navio que precisa despistar uma série de submarinos nazistas.

A obra se destaca pela excelente fotografia e pela edição de som. Recomenda-se assistir em volume bem alto.

Se a sua praia é um drama mais familiar, “Palmer” pode agradar. No drama, o personagem vivido por Justin Timberlake acabou de sair da prisão após 12 anos. Ao voltar para a casa da avó, ele acaba desenvolvendo uma inesperada amizade com o filho da vizinha.

A “cereja do bolo” no catálogo de filmes é “On the Rocks”. A consagrada diretora Sofia Coppola retoma sua parceria com o ator Bill Murray neste drama com elementos autobiográficos.

A trama acompanha Laura (Rashida Jones) se reconectado com o pai playboy (vivido por Bill Murray) em um momento complicado de sua vida. Diverte, faz rir e emociona.

O ótimo “Wolfwalkers” é obrigatório para os fãs do gênero. Indicado em diversas premiações como melhor animação do ano, a aventura se passa no século XVII e acompanha a vida de Robyn, uma jovem caçadora aprendiz que vai para a Irlanda com seu pai para tentar eliminar os lobos de uma floresta.

No entanto, ela acaba conhecendo uma nativa com habilidades peculiares, o que muda totalmente a situação. Preconceito, superstição e magia embalam a narrativa.

A última indicação é o impressionante documentário “Boys State”. Gravado em 2019, a obra acompanha uma espécie de acampamento no Texas para jovens aspirantes a políticos.

No local, eles devem formar dois partidos, eleger seus representantes e disputar as eleições. Negociatas, intrigas e fake news surgem no ambiente quando os participantes emulam aquilo que os políticos reais fazem para alcançar seus objetivos.

André Rossi

Repórter do LIBERAL, está no grupo desde janeiro de 2019. Sempre em conflito por não saber o que priorizar: a eterna lista de filmes que só aumenta, as séries pendentes que não dão descanso, ou o backlog de RPG’s que nunca termina.

Estúdio 52

Quer saber sobre aquela série que está bombando na internet? Sim, temos. Ou aquele jogo que a loja do seu console vai disponibilizar de graça? Ok. Curte o trivial e precisa dos lançamentos do cinema? Sem problema, é só chegar.