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Editorial

Bolsonaro e a pandemia

Por Redação

15 dez 2020 às 08:25

Uma pesquisa Datafolha divulgada neste domingo mediu a condução do presidente Jair Bolsonaro e do governo federal no combate à pandemia da Covid-19. Segundo o levantamento, atualmente, a maioria dos brasileiros isenta o presidente das mortes pela doença. Para 52% dos entrevistados, Bolsonaro não tem culpa pelo total de mortos no País, que já passa de 180 mil.

O percentual é maior do que o registrado em agosto, quando 47% pensavam desta maneira. Outros 38% o apontam como um dos culpados, mas não o principal, e apenas 8% afirmam que ele é o principal responsável pelos óbitos.

A pesquisa foi feita por celular com 2.016 brasileiros adultos entre 8 e 10 de dezembro em todos os Estados do País. A margem de erro é de dois pontos percentuais. As entrevistas consideraram ainda a maneira como Bolsonaro lida com a crise.

O desempenho do presidente é mal avaliado. Dos entrevistados, 42% avaliam como ruim ou péssima a atuação de Bolsonaro sobre a pandemia, 27% a consideram como regular e 30% como ótima ou boa.

Os números também jogam contra a gestão do presidente quando colocados sob a perspectiva de que o governo poderia ter feito mais para evitar as mortes. É o que pensam 53% dos entrevistados.

Na prática, a liderança que se esperava do governo federal diante da crise do coronavírus, ao menos na Saúde, tem sido imensamente abaixo do esperado. Bolsonaro, por sinal, é quem personifica o descaso com que a pandemia tem sido tratada – que se demonstra na enorme dificuldade, agora, de se colocar em jogo um plano afinado de vacinação.

Esta mais recente obrigação, inclusive, poderia vir a ser um trunfo do governo no combate à doença se não fosse contaminado pela ideologia e pelo negacionismo que reinam no Planalto. Ainda há tempo para se fazer algo. Garantir a vacinação pode mudar a cabeça do brasileiro.

O Liberal

Neste blog você encontra a opinião do Grupo Liberal de Comunicação, por meio dos textos editoriais publicados na edição impressa.