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Universidade

Sem data definida, Unicamp estabelece diretrizes para retorno presencial

Primeira etapa do retorno prevê a volta apenas de atividades administrativas e de suporte, contando com até 20% dos trabalhadores

Por Redação

17 ago 2020 às 08:52 • Última atualização 17 ago 2020 às 09:00

A Unicamp publicou na última semana uma resolução que estabelece as diretrizes e protocolos para a retomada gradual das atividades presenciais de professores, funcionários e alunos.

Apesar disso, o plano ainda não estabelece datas para o início da volta, que serão condicionadas à evolução da pandemia nas regiões de Campinas e Piracicaba no Plano São Paulo, do governo estadual.

Segundo a universidade, as diretrizes também preveem uma série de cuidados sanitários, como a aplicação de testes RT-PCR em toda a comunidade universitária, treinamento e formação dos profissionais e estudantes e monitoramento diário da saúde dos que precisarem retornar ao campus.

A retomada gradual terá início apenas se as regiões de Campinas, Limeira e Piracicaba, cidades onde a Unicamp mantém seus campi, permanecerem na fase amarela ou verde do Plano São Paulo por pelo menos 28 dias consecutivos.

Só após esses 28 dias, será estabelecida uma data para o início do retorno presencial. Caso as cidades regridam no Plano São Paulo, o retorno será suspenso.

“O pré-requisito mínimo para iniciar o que a gente chama de ‘fase zero’, que é a preparação para o retorno, é o recomendado no Plano São Paulo, com pelo menos 28 dias em fase amarela. Isso é para que a gente tenha condições de iniciar a preparação, um trabalho preliminar importante antes de determinarmos a data de retorno. Ela só acontecerá quando houver plena certeza de que não estamos colocando em risco nossa comunidade”, explica Marcelo Knobel, reitor da Unicamp.

Retorno em fases
O plano de retomada será composto por três fases subsequentes, com sete períodos que variam de duas a quatro semanas cada. Nestes períodos, as atividades técnico-administrativas e acadêmicas voltarão a ser feitas presencialmente de forma gradual.

A primeira etapa do retorno prevê a volta apenas de atividades administrativas e de suporte, contando com até 20% dos trabalhadores de cada unidade ou órgão, preferencialmente em regime de rodízio.

O aumento gradual no número de funcionários deve ocorrer com o intervalo de duas semanas entre cada período. Funcionários que integram grupos de risco ou com situação familiar que impeçam a retomada (convívio com idosos ou crianças, por exemplo) voltarão nas fases posteriores.

A capacidade dos Restaurantes Universitários (RU), transporte fretado e transporte interno no campus vai acompanhar o aumento de forma proporcional, resguardados todos os cuidados sanitários recomendados.

O ingresso na Fase 2 do plano ocorre depois de quatro semanas na Fase 1. Nesse momento, começa o retorno gradual dos alunos de Graduação e Pós-Graduação, ainda na quantidade de apenas 25% dos alunos e respeitando medidas de distanciamento social, cuidados sanitários e ocupação máxima de salas de aula, laboratórios e bibliotecas.

A Fase 3, última do plano, compreenderá um estado de pandemia controlada na Universidade, com manutenção de campanhas educativas e medidas de higiene e distanciamento social e continuidade dos estudos realizados pela Força Tarefa. A progressão nas fases poderá ser reavaliada e, dependendo da evolução da pandemia, a Universidade poderá retroceder à fase anterior.

Testes
Antes da volta ao campus, todos deverão cumprir um programa de formação sobre o retorno seguro por meio de videoaulas e outros recursos digitais. Também serão realizados testes do tipo RT-PRC, que detectam a presença do coronavírus no organismo, em todos que forem retornar. O regresso do funcionário, professor ou aluno só vai ocorrer mediante o resultado negativo do exame.

O plano completo e orientações importantes de conduta, saúde e higiene, visando o convívio seguro no campus, foram reunidos numa “cartilha eletrônica”, com informações direcionadas aos diversos públicos da comunidade acadêmica e para a sociedade em geral. A página está disponível neste link.

Podcast Além da Capa
Em meio à pandemia da Covid-19, que modificou por completo o formato de acesso à educação, o Governo do Estado de São Paulo anunciou que o novo modelo do Ensino Médio na rede pública estadual terá início a partir do próximo ano. Esse episódio busca explicar do que se trata essa mudança e de que maneira ela se dará aos estudantes atendidos pela medida em Americana e região.

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