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REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA

Reabertura de escolas preocupa Câmara Temática de Educação da RMC

Aquisição de equipamentos, servidores afastados e dinâmica pedagógica geram debate sobre retomada

Por André Rossi

29 jul 2020 às 08:14

A possibilidades das aulas presenciais serem retomadas nas escolas públicas no dia 8 de setembro preocupa a Câmara Temática de Educação do Conselho de Desenvolvimento da RMC (Região Metropolitana de Campinas).

Segundo a coordenadora do grupo e secretária de Educação de Nova Odessa, Claudicir Brazilino Picolo, existem uma série de “fragilidades” nas redes municipais que devem ser levadas em consideração, como a falta de equipamentos e a necessidade de criar ambientes seguros para profissionais e alunos.

A coordenadora Claudicir Brazilino Picolo, durante reunião para discutir o retorno às aulas em setembro – Foto: Prefeitura de Nova Odessa / Divulgação

Uma reunião extraordinária da câmara foi realizada nesta terça-feira (28). Dos 20 municípios da RMC, 16 participaram do debate, que reuniu secretários e representantes.

As preocupações entre as cidades são similares. Uma delas é a aquisição de equipamentos considerados imprescindíveis para a retomada com segurança, mas que podem ser difíceis de adquirir tanto pela disponibilidade quanto pelo valor elevado.

“Nós estamos falando desde termômetros, para a entrada de todos os alunos, cabine de desinfecção, totens de álcool em gel, EPIs para professores e funcionários. Temos percebido que a compra desses equipamentos está difícil. Ou estão muitos caros ou em falta mesmo”, comentou Claudicir.

Outro ponto de preocupação é a questão dos profissionais do grupo de risco para o novo coronavírus (Covid-19) que não poderão retornar. Segundo a secretária, algumas cidades disseram que cerca de 30% do total dos servidores da educação se encaixam nesse perfil.

“Nós discutimos muito as coisas rotineiras das escolas e que nos causa muita preocupação. Até a própria dinâmica da sala de aula, questão pedagógica, de receber um terço [dos alunos]. Quem seria esse um terço, quantas vezes na semana?”, citou Claudicir.

Os apontamentos feitos pelos secretários serão reunidos em um relatório que será apresentado aos membros do Conselho de Desenvolvimento da RMC. O objetivo é dar informações para que os prefeitos possam tomar “decisões mais seguras e favoráveis às crianças”.

Mudanças
No dia 24 de junho, o governador João Doria (PSDB) anunciou que as aulas presenciais poderiam ser retomadas em 8 de setembro com 35% dos alunos em sala. Para isso, todo o Estado deveria estar na fase 3 (amarela) do Plano São Paulo.

Neste momento, ainda há três regiões na fase 1 (vermelha), e as reclassificações só acontecem a cada duas semanas. No entanto, a recalibragem técnica promovida pelo governo na última segunda-feira facilita o avanço para fases mais flexíveis.

Um novo decreto da Secretaria de Educação determina ainda que as escolas reabram quando 80% do Estado estiver por 28 dias na fase amarela. Cerca de 50% do Estado está nesta etapa. A próxima reclassificação ocorre em 7 de agosto.

Podcast Além da Capa
O contexto da DRS (Diretoria Regional de Saúde) de Campinas definiu o avanço de todos os seus municípios à fase laranja do Plano São Paulo, conforme anúncio do Estado feito nesta sexta-feira (24). Entretanto, quais são as particularidades que dão o contexto de Americana, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), neste momento? Nesse episódio, o editor Bruno Moreira conversa com os repórteres George Aravanis e Rodrigo Alonso sobre tal cenário.

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