Professor de Americana recebe prêmio nacional de artes

Trabalho do docente Antonio Roberto da Silva, do Ciep da Cidade Jardim, venceu pela categoria Ensino Fundamental do 20º Prêmio Arte na Escola Cidadã


Foto: Divulgação
Alunos do 4º e do 5º anos desenvolveram o projeto com o professor

O professor americanense Antonio Roberto da Silva, do Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) Professor Octávio César Borghi, na Cidade Jardim, em Americana, foi o vencedor do 20º Prêmio Arte na Escola Cidadã, na categoria Ensino Fundamental. A relação final com todos os vencedores foi divulgada na última quinta-feira (5).

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Trabalho foi o primeiro colocado na categoria Ensino Fundamental

Oferecido pelo IAE (Instituto Arte na Escola), a premiação visa valorizar projetos que despertem novos olhares e inspire alunos, cidadãos e comunidades. Professores que desenvolveram ações em artes visuais, dança, música e teatro, entre 2017 e maio deste ano puderam participar. Ao todo, foram inscritos mais de 1.600 projetos.

Cada professor vencedor será premiado com R$ 10 mil. Já as escolas ganharão um computador e uma câmera digital. Além disso, o IAE também produzirá documentários sobre os projetos. A gravação em Americana deve ser realizada na semana que vem.

Batizado de “Ubuntu – Sou Porque Somos”, o projeto de Antonio foi desenvolvido com alunos de 4º e 5º ano e era composto por leitura e releituras inspiradas na arte negra e afro-brasileira. O trabalhou gerou mais de 200 produções e 40 delas foram expostas na Biblioteca Municipal de Americana no final do ano passado.

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Docente Antonio Roberto da Silva leciona no Ciep da Cidade Jardim, em Americana

“O projeto navegou principalmente dentro da consciência negra. Peguei alguns artistas do nosso universo brasileiro e do grafismo africano. Na verdade foi um pretexto para trabalhar o comportamento das crianças. Crianças desmotivadas, sem interesse, com problema de disciplina. O que motiva essas crianças?”, comentou Antonio.

O trabalho, que continua sendo desenvolvido no Ciep neste ano, é feito reaproveitando materiais descartados. A produção ocorria sempre fora da sala de aula, ao ar livre, e envolvia recortes, pinturas e trabalho em grupo. “O grande ganho desse projeto foi conseguir envolver muitos alunos nesse compartilhar junto a construção desse produto final”, disse o professor.

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