Banco de Sangue de Americana limita número de doadores por dia

Nova medida foi adotada para evitar desperdiçar bolsas, que duram 35 dias; estoques foram repostos após campanha


Foto: Marcelo Rocha - O Liberal.JPG
Bruna Busnardo explica que opção é por poupar os doadores

O Banco de Sangue do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, limitou o número de doadores a 15 por dia. O motivo é que o estoque de bolsas, que estava insuficiente no final de maio, foi recuperado. Como as doações têm validade de 35 dias, a coleta foi limitada para evitar desperdício.

Segundo a enfermeira Bruna Busnardo, responsável pelo Banco de Sangue, as coletas seguem limitadas até constatar-se a necessidade de livre doação. A distribuição de senhas para limitar a quantidade de doações teve início na segunda-feira.

Bruna apontou que o uso das bolsas de sangue é imprevisível e que o Banco faz um controle diário do estoque de sangue no local.

“Precisamos fazer controle dos doadores, tendo que infelizmente dispensá-los hoje para não faltar sangue amanhã. Controle de estoque para evitar desperdícios. Preferimos poupar este doador para doações futuras, já que são imprevisíveis as transfusões, sendo necessário talvez uma nova campanha logo mais”, explicou a enfermeira.

Em maio, dois fatores contribuíram para a queda nos estoques. Uma frente fria derrubou as doações e a ocorrência de dengue hemorrágica demandou mais bolsas de sangue. A Prefeitura de Americana e o Hospital Unimed fizeram campanha para estimular doações.

Com a limitação no número de doadores, a orientação da prefeitura é que os interessados cheguem no Hospital Municipal antes das 9h, pois as senhas se encerram rapidamente.

DISPENSADO. O aposentado Ernando Francisco de Castro, de 57 anos, chegou ao Banco de Sangue antes das 8h desta quinta-feira para doar. Contudo, foi dispensado porque as 15 senhas se esgotaram. Além dele, outras sete pessoas foram embora sem conseguir fazer a boa ação.

Doador desde os 18 anos, Castro contou que se deslocou do Vale das Nogueiras para doar ao saber que os estoques estavam baixos, e reclamou da falta de divulgação. “Se estão precisando, porque não colhem de quem está indo espontaneamente? Se eu soubesse, não teria levantado às 6 horas”, afirmou.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora