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CPI da Covid

Ministro da CGU chama senadora de ‘descontrolada’ e CPI termina em confusão

Ministro da Controladoria-Geral da República negou ter sido omisso na negociação sobre a vacina Covaxin

Por Agência Estado

21 set 2021 às 16:57 • Última atualização 21 set 2021 às 18:42

O ministro da Controladoria-Geral da República (CGU), Wagner Rosário, desafiou senadores da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid a provar que foi omisso na investigação do contrato da Covaxin e discutiu com parlamentares durante depoimento nesta terça-feira.

A postura de Rosário levou integrantes da CPI a apontarem contradições na versão do ministro. O chefe da CGU afirmou que o órgão não barrou a aquisição da Covaxin porque verificou que o preço das doses no site da fabricante indiana Bharat Biontech estava em linha com o valor negociado com o Ministério da Saúde.

Wagner Rosário desafiou integrantes da CPI a provarem que ele cometeu irregularidades – Foto: Leopoldo Silva / Agência Senado

Além disso, o ministro afirmou que só soube de suspeitas de irregularidades em junho deste ano, após revelação do caso pela imprensa, e que não verificou superfaturamento. Wagner Rosário se ancorou no argumento de que só haveria possibilidade de superfaturamento caso o governo tivesse efetivamente pago a despesa.

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“Mostre um documento que mostre que a CGU disse que o contrato era regular, tudo bem, a gente assume”, disse Wagner Rosário para o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL). “Irregularidades, sim, se o senhor sabia antes, ótimo”, afirmou o ministro em outra ocasião, ao falar que só soube das suspeitas em junho deste ano.

O contrato do Ministério da Saúde com a Precisa Medicamentos para a compra da Covaxin é um dos principais focos da CPI. O processo de aquisição de 20 milhões de doses por R$ 1,6 bilhão foi cancelado após o avanço das investigações. Na semana passada, Omar Aziz acusou Wagner Rosário de prevaricação.

“Não é para comprar água, não, é para comprar a vacina”, disse o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), ao questionar a postura da CGU, nesta terça. “O parâmetro que a CGU utilizou foi o site da empresa. Isso é uma coisa ridícula”, declarou Renan Calheiros, ao criticar a atuação do órgão para verificar os aspectos da contratação.

Outro aspecto questionado foi o sigilo imposto pelo Ministério da Saúde no processo de compra da Covaxin. “Esse sigilo faz parte do processo”, disse o chefe da CGU. “Pelo amor de Deus, ministro…”, rebateu a senadora Simone Tebet (MDB-MS). Os integrantes do grupo majoritário apontaram uma tentativa de Wagner Rosário de blindar o presidente Jair Bolsonaro no depoimento.

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Em outro momento, Wagner Rogério negou que houvesse sido decretado um sigilo de cem anos. “Quem decretou sigilo de cem anos? Você tá repetindo coisas que não tem relação com a verdade”, disse o ministro a Renan. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que presidia a reunião nesse momento, chamou a atenção do depoente. “Baixe a bola!”

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