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Mundo

Informante diz que EUA terá período “sombrio” sem plano contra pandemia

Por Agência Estado

14 Maio 2020 às 15:00 • Última atualização 14 Maio 2020 às 15:51

Ex-diretor da Autoridade Biomédica de Pesquisa e Desenvolvimento Avançado (Barda, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, Rick Bright disse ao Congresso norte-americano que foi demitido após demonstrar-se preocupado com a preparação do país ante a pandemia do novo coronavírus. Segundo seu depoimento, os EUA podem ter o “inverno mais sombrio” de sua história recente caso não aprimorem sua resposta contra o vírus.

A opinião de Bright corrobora o que disse o infectologista Anthony Fauci, principal autoridade de saúde dos EUA durante a pandemia, na última terça-feira (12). A um comitê do Senado estadunidense, Fauci alertou que uma reabertura prematura no país poderá ocasionar novos surtos da doença. Os EUA são a nação com o maior número de infectados e mortos por covid-19 no mundo, somando 1.398.393 casos e 84.575 óbitos.

O Japão decidiu retirar o estado de emergência imposto no país por conta da pandemia do novo coronavírus em 39 das 47 prefeituras. A ordem ainda está em vigor em Tóquio, Osaka e outras seis regiões japonesas, que ainda estão sob classificação de “alto risco”. O primeiro-ministro Shinzo Abe informou nesta quinta-feira (14) que a taxa de infecção no Japão caiu para um sétimo em relação ao que era observado durante o pico de contaminações. Segundo dados oficiais divulgados ontem (13), há 16.024 pessoas com a covid-19 no país, além de 668 mortes provocadas pela doença.

A França anunciou hoje um pacote de medidas com valor total de US$ 19 bilhões para socorrer o setor de turismo no país, entre os mais afetados pela pandemia. O primeiro-ministro do país, Edouard Phillippe, disse que o turismo é uma das “joias” da economia francesa e por isso o aporte ao setor é uma das prioridades do governo. Segundo ele, a verba será usada para manter os empregos e evitar que hotéis venham à falência. A França está entre as nações europeias mais impactadas pela covid-19 e, até agora, registrou 178.184 casos e 27.425 óbitos, de acordo com dados compilados pela Universidade Johns Hopkins.

O governo francês ainda informou nesta quinta-feira que o país irá impor uma quarentena de 14 dias a todos os viajantes que chegarem da Espanha, em resposta a mesma decisão tomada pelas autoridades espanholas sobre viajantes de qualquer país estrangeiro. Ao todo, os espanhóis já reportaram 27.321 mortos por conta do novo coronavírus, além de 229.000 infectados.

Após dez dias seguidos registrando mais de 10 mil casos diários do novo coronavírus, a Rússia reportou um acréscimo de “apenas” 9.974 doentes por covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 252.245 casos. A mortalidade no país permanece baixa, com 2.305 óbitos causados pela doença.

Já a Itália registrou um número de óbitos maior do que havia informado nos últimos dias, com índices sempre abaixo de 200 novas mortes. Segundo dados do ministério da Saúde italiano, 262 pessoas morreram por covid-19 e 992 pessoas confirmaram a presença do vírus de ontem para hoje. No total, a Itália soma 223.096 infectados e 31.368 óbitos.