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Economia

Imóveis no campo: dicas para alugar ou comprar

Com quarentena, cada vez mais pessoas procuram comprar ou alugar imóveis em regiões afastadas dos grandes centros urbanos

Por Redação

30 jul 2020 às 07:49 • Última atualização 30 jul 2020 às 08:10

O mercado imobiliário vive uma nova movimentação em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Com as seguidas prorrogações da quarentena, cada vez mais pessoas procuram comprar ou alugar imóveis em regiões afastadas dos grandes centros urbanos. No Estado de São Paulo, muitos decidiram fazer as malas e sair da cidade.

A procura é por chácaras e casas de condomínios próximas à natureza, sempre com a preocupação de ter bom acesso à internet – Foto: Pinterest

“Hoje é como oxigênio, o pessoal precisa de internet para fazer home office e assistir às aulas, por exemplo”, diz o empresário Eduardo Ferraroli. Apesar de o público ser majoritariamente de classe alta, a imobiliária analisa caso a caso para conseguir fechar os contratos, já que ninguém sabe ao certo quando a situação vai terminar.

Os paulistanos também estão subindo a serra para passar a quarentena em Campos do Jordão, um dos redutos turísticos de inverno mais tradicionais do Estado. De acordo com Patrick Progin Nicolau, diretor de imobiliária, as pessoas veem a cidade como opção de retiro por ter boa infraestrutura, ótima qualidade de ar e baixo número de casos de contaminação pelo coronavírus.

Se no primeiro momento a busca se concentrou na locação de imóveis “pelo tempo que durar a quarentena”, agora a imobiliária está recebendo clientes interessados em se mudar definitivamente para a região. Houve um aumento de 35% nas consultas de imóveis em condomínio.

Ele acredita que a pandemia irá trazer uma nova onda de pessoas que não enxergam a solução apenas como um retiro emergencial, mas como opção de moradia, por entenderem que já não é necessário viver nas grandes cidades para manter a atividade profissional. “A pandemia tem mostrado para todos que a internet e as mídias sociais têm mais força ainda do que se imaginava”, reflete.

OUTROS ESTADOS

A evasão das grandes metrópoles também foi observada em outros Estados. “Registramos um aumento de visita na ordem de 50% e um aumento de 270% nas vendas em abril e maio, em relação ao primeiro trimestre de 2020”, celebra o CEO José Roberto Nunes, em Goiás, que realizou rodadas virtuais de negócios no formato de webinars para viabilizar as aquisições.

O público é composto por pessoas que moram em condomínios verticais de regiões adensadas e agora buscam refúgios com mais espaço e qualidade para passar o período de confinamento. “A maioria dos nossos clientes tem família constituída, filhos ainda crianças ou adolescentes”, diz o CEO. Entre os compradores estão profissionais liberais, pequenos e médios empresários e trabalhadores da iniciativa privada que têm entre 31 e 50 anos.

Luigi Scianni Romano, sócio-fundador da incorporadora Alphaz, acredita que a pandemia tenha despertado uma necessidade de projetar a curto e médio prazo uma vida com mais qualidade, perto da natureza. Especializada em projetos imobiliários sustentáveis, a empresa teve aumento de 25% na procura por dois de seus empreendimentos situados na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais.

“A pandemia fez com que as pessoas tivessem que mudar os seus hábitos e se atentassem para a transição de um lugar caótico para um mais tranquilo”, confirma o empresário. Segundo ele, o isolamento fez ainda com que os clientes “procurassem um plano B para não ficarem reféns dentro de um apartamento agora”.

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