04 de março de 2021 Atualizado 23:03

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Covid-19

No Rio Grande do Norte, Praia da Pipa vira exemplo de risco para a Covid-19

Vilarejo reúne cada vez mais turistas em suas ruas estreitas e abafadas, sem máscaras de proteção individual

Por Agência Estado

16 fev 2021 às 07:32 • Última atualização 16 fev 2021 às 14:06

Conhecida como uma das praias mais bonitas do Rio Grande do Norte, a Pipa passou a ser também referência para infrações sanitárias envolvendo a pandemia.

A cada feriado prolongado, o vilarejo reúne cada vez mais turistas em suas ruas estreitas e abafadas, sem máscaras de proteção individual, disputando espaços com ambulantes e trabalhadores.

A localidade não tem leitos de terapia intensiva (UTI) e registrou, em um mês, aumento de 37,07% nos casos confirmados.

Imagens de aglomeração circulam pela internet – Foto: Twitter / Reprodução

Mesmo com os festejos públicos e privados proibidos pelo governo do Estado em todo o Rio Grande do Norte, imagens que circulam nas redes sociais desde sexta-feira, cuja autenticidade foi confirmada pela Polícia Militar, mostram milhares de pessoas andando pela Avenida Baía dos Golfinhos, a principal da Pipa, fazendo uso de bebida alcoólica e portando caixas de som – e a maioria sem máscara.

“As pessoas, principalmente em Pipa, não querem usar a máscara”, diz o porta-voz da PM, tenente-coronel Eduardo Franco. “Pipa nos causa estranheza pela falta de empatia e civilidade das pessoas. Há falta de educação mesmo. Uma aglomeração muito grande e uma falta de respeito, empatia e preocupação com o próximo.”

Agentes que atuam no policiamento ostensivo no distrito relatam que estão “enxugando gelo” ao pedirem para as pessoas usarem máscaras. “Elas colocam na nossa frente e quando dão as costas retiram”, comentou um dos policiais, que pediu para não ser identificado.

Até o procurador da República no Rio Grande do Norte, Fernando Rocha, usou uma rede social para criticar a aglomeração: “Pipa, antes conhecida pelas suas belezas naturais, vai se tornando notória nacionalmente pelo desprezo com a vida”. A secretária adjunta de Saúde do Rio Grande do Norte, Maura Sobreira, reforça a necessidade de fiscalização dos agentes públicos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Publicidade