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Rodovias

Mogi-Bertioga, Mogi-Dutra e mais: leilão define ganhadoras de concessão; veja o que muda

Consórcio Novo Litoral venceu o leilão nesta terça e assumiu a concessão de 213,5 quilômetros de rodovias paulistas

Por Agência Estado

16 de abril de 2024, às 13h38 • Última atualização em 16 de abril de 2024, às 16h56

O Consórcio Novo Litoral venceu o leilão nesta terça-feira, 16, na B3, em São Paulo, e assumiu a concessão de 213,5 quilômetros de rodovias paulistas. O lote abrange trechos das rodovias Padre Manoel da Nóbrega (SP-055), Mogi-Dutra (SP-088) e Mogi-Bertioga (SP-098). As estradas atendem cidades com praias na Baixada Santista e litoral sul, além de municípios com vocação turística.

O grupo, formado pelas empresas CDI – Companhia Brasileira de Infraestrutura, Consladel e Strata, ofereceu desconto de 10,17% sobre a contraprestação pública máxima de R$ 199 milhões definida no edital.

A outra concorrente, a espanhola Acciona, ofertou 1% de desconto. Só dois grupos participaram da competição internacional.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que participou da batida do martelo, disse que houve um pedido à Justiça, na noite anterior, para barrar o leilão, mas a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) conseguiu reverter a liminar. A ação foi proposta pela prefeitura de Mogi das Cruzes, que não concorda com os pedágios.

As rodovias terão pórticos para cobrança automática de pedágios, no sistema free flow (fluxo livre, em inglês), sem cabine. As tarifas variam de R$ 1,08 a R$ 6,29 conforme a extensão percorrida. Atualmente, essas rodovias não têm pedágios.

A concessão, pelo prazo de 30 anos, prevê investimentos de R$ 4,3 bilhões.

Segundo o governo, será uma parceria público-privada (PPP) que prevê a outorga de serviços públicos em que há cobrança de tarifa dos usuários e a aplicação de recursos por parte do Estado em forma de contraprestação.

A cobrança automática será feita quando o motorista passar por um dos 15 pórticos a serem instalados em todo o trecho concedido. Os usuários serão orientados a instalar adesivos nos pára-brisas. Na Padre Manoel da Nóbrega serão 12 pórticos cobrindo 125 quilômetros. A Mogi-Dutra terá dois em 16,5 km e a Mogi-Bertioga, apenas um em 41,5 km.

O parceiro privado ficará responsável por realizar melhorias nos trechos concedidos, como a duplicação de 90 quilômetros, faixas de ultrapassagem em 10 km e acostamentos em 47, construção de 73 quilômetros de ciclovias e 27 novas passarelas.

De acordo com o diretor geral da Artesp, Milton Persoli, serão criados 24 mil postos de trabalho diretos e indiretos. “Esse leilão representa um marco no desenvolvimento da infraestrutura rodoviária estadual”, disse.

Os trechos concedidos passam pelas cidades de Arujá, Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo; Bertioga, Santos, Praia Grande, Mongaguá e Peruíbe no litoral e Itariri, Pedro de Toledo e Miracatu, no Vale do Ribeira.

O trecho entre Arujá e Mogi das Cruzes será duplicado, com três faixas em cada sentido, assim como a ligação entre Bertioga e Santos, que vai ganhar ciclovia, e o trecho entre Peruíbe e Miracatu. De Praia Grande a Peruíbe serão construídas marginais. Já a Mogi-Bertioga terá faixas adicionais e rampas de escape nos declives acentuados.

Este é o segundo de 13 projetos de mobilidade que serão concedidos pela gestão Tarcísio de Freitas em 2024. O primeiro, realizado em fevereiro, foi o Trem Intercidades Eixo Norte, que vai ligar a capital paulista a Campinas.

No leilão, o governador lembrou que, na sexta-feira, 19, acontecerá o leilão de privatização da geradora de energia Emae. Anunciou ainda o início das obras do Rodoanel Norte para o próximo dia 25.

“Infraestrutura é um negócio que se faz em conjunto”, afirmou, destacando a participação da iniciativa privada em obras públicas. “É um ambiente que tem seus desafios, mas nosso programa está se tornando realidade. A da Emae será a primeira privatização do nosso governo. Logo teremos boas notícias também sobre isso”, afirmou.

A prefeitura de Mogi das Cruzes informou que, nesta segunda, protocolou medida judicial com o objetivo de que fosse declarada judicialmente a nulidade do edital de concessão do lote Litoral Paulista. Na última sexta, 12, a prefeitura havia protocolado representação junto ao Tribunal de Contas do Estado questionando a validade de pontos do edital.

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