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Cotidiano

Entidades de construção lamentam óbitos de operários na pandemia

Por Agência Estado

19 Maio 2020 às 17:09 • Última atualização 19 Maio 2020 às 17:21

Os sindicatos de empresas do setor de construção divulgaram uma nota nesta terça-feira, 19, em que lamentam as mortes de trabalhadores em meio à pandemia do coronavírus. Conforme informou na segunda-feira, 18, a Coluna do Broadcast, foram registradas 57 mortes de operários pela covid-19 em São Paulo, de acordo com contagem do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção (Sintracon).

“Lamentamos profundamente os óbitos, ocorridos entre os 650 mil trabalhadores formais da construção paulista”, afirmaram os empresários, em nota.

“O número 57 decorre de uma sondagem informal. Envolve trabalhadores da construção e seus familiares, e abrange todo o período desde o início da pandemia. Não há evidências de que as perdas indicadas, assim como os contágios relatados, estejam ligados diretamente às atividades profissionais nas obras, podendo também ter se originado nas residências ou em outros locais”, acrescentaram.

O documento é assinado por Basílio Jafet, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Luiz França, presidente da Associação das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Haruo Ishikawa, presidente do Serviço Social da Construção (Seconci-SP), Odair Senra, presidente do Sindicato da Indústria da Construção (SindusCon-SP) e Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (Sintracon-SP).

As entidades informaram ainda que, desde o início da pandemia, Sintracon-SP, SindusCon-SP e Seconci-SP instalaram um Comitê Permanente para zelar pela saúde dos trabalhadores e pela manutenção de seus empregos. Junto com a Abrainc e o Secovi-SP, empreenderam uma série de ações de conscientização de empregadores e trabalhadores.

Estas ações, feitas por meio de vídeos, folhetos, cartazes e um Guia Orientativo, preconizam medidas rigorosas nos canteiros de obras, como: medição de temperatura, higienização constante das mãos e dos Equipamentos de Proteção Individual, uso de máscaras na obra e nos trajetos de ida e volta, evitar aglomerações na entrada e saída, nas área de convivência e nos elevadores, entre outras.