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LIBERAL EXPLICA

Metaverso: entenda a origem e saiba como entrar

Metaverso está baseado na ideia de criação de uma dimensão virtual paralela à realidade

Por Ana Carolina Leal

30 de outubro de 2022, às 08h00

Muito tem se falado, nos últimos meses, em metaverso, uma plataforma em alta desde que o Facebook anunciou, em outubro de 2021, o nome para Meta. Mas afinal, o que é realmente esse conceito que tanto falam? Como ele funciona e como essa nova realidade pode mudar nosso cotidiano e até mesmo a maneira de fazer negócios?

Segundo Fabrício Garcia, CEO da Qstione, um dos mais importantes sistemas de gestão de avaliações de estudantes do Brasil, o metaverso está baseado na ideia de criação de uma dimensão virtual paralela à realidade. Parece um conceito complexo, afirma, mas não é tão difícil de entender. “Trata-se de um mundo virtual paralelo no qual as pessoas são representadas por avatares”.

Por meio dessa nova realidade, as pessoas poderão comprar, interagir e participar de reuniões com corpos virtuais em espaços virtuais – Foto: Adobe Stock

Diferentemente do metaverso, atualmente, na internet, as pessoas interagem e discutem o mundo real. Na plataforma, a figura do avatar é inserida em um mundo que, em muitos casos, apenas simula o mundo real.

De acordo com Garcia, a implementação deste conceito, por exemplo, poderá substituir a forma atual de como as pessoas se relacionam no mundo corporativo e na educação. Por meio dessa nova realidade, as pessoas poderão comprar, interagir e participar de reuniões com corpos virtuais em espaços virtuais.

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“Na educação, por exemplo, as aulas poderão acontecer em diferentes mundos virtuais, com diversas possibilidades de interação entre os avatares dos estudantes, com inúmeras opções de contextualização em mundos múltiplos”, explica.

Garcia diz que ainda não é possível saber ao certo se o metaverso vai emplacar e substituir o modelo atual de internet, mas a ideia já tem muitos seguidores.

“Também não sabemos qual seria o impacto dessas mudanças nas relações interpessoais, na saúde mental das pessoas e na estruturação do esqueleto social humano. Parece-me uma grande incógnita”.

Começo
Acredita-se que o termo surgiu em 1992 quando o escritor de ficção científica norte-americano, Neal Stephenson, escreveu um livro chamado “Snow Crash”, lançado no Brasil com o mesmo nome, anos depois.

A primeira experiência real e massificada com o conceito de metaverso ocorreu em 2003, com o lançamento do jogo Second Life, no qual você pode acessar o ambiente virtual com um avatar e interagir com outros avatares do mundo inteiro.

“Houve outras experiências na década de 1990, mas o Second Life foi o jogo que realmente massificou a ideia na época”, recorda o CEO da Qstione.

Atualmente, o Second Life possui, inclusive, suporte para óculos de realidade virtual.

Opções
Na prática, entrar no metaverso é um processo simples, basta escolher uma das muitas plataformas que estão surgindo, se cadastrar e criar um avatar para vivenciar uma dimensão virtual paralela.

“No entanto, dependendo do tipo de atividade que a pessoa pretende desenvolver, outras opções serão necessárias. Por exemplo, se a intenção é ter experiências mais realistas e comerciais, como comprar imóveis, será preciso uma carteira digital para armazenar criptomoeda”, explica Garcia.

Dinheiro
As possibilidades de investimento são muitas. Dentre elas, o empreendedor pode se aventurar no desenvolvimento de plataformas e monetizar com a entrada de usuários ou entrar em plataformas mais consolidadas e investir em tokens, criptomoedas, ações e até na compra de terrenos no mundo virtual.

Segundo Garcia, recentemente, para exemplificar, terrenos virtuais comercializados na plataforma Decentreland chegaram a ser vendidos por US$ 2,5 milhões. Trata-se de um ambiente baseado em blockchain (mecanismo de banco de dados que permite o compartilhamento de dados de uma empresa), no qual é possível visitar imóveis, interagir com outros avatares e adquirir terrenos.

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