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Bem-Estar

Saúde mental dos jovens que entram no mercado de trabalho

Por Vanessa Brollo - SmartCom

27 de maio de 2024, às 18h23

Uma análise baseada em dados do Global Burden of Disease Study (GBD) de 2019 revela que os transtornos mentais pesam sobre a vida da população entre 5 e 24 anos. Uma em cada dez crianças e jovens desta idade (ou 293 milhões em todo o mundo) vive com pelo menos um transtorno mental diagnosticável, de acordo com um estudo publicado na revista JAMA Psychiatry.

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O estudo abrange a faixa etária do jovem que está entrando no mercado de trabalho, ou seja, muitos chegam para as empresas com algum tipo de transtorno depressivo ou ansiedade. Segundo a advogada especialista em saúde mental Adriana Belintani, o grande desafio é as empresas estarem preparadas para receber esse jovem.

“Se torna ainda mais crucial que as empresas sejam acolhedoras, ou seja, que esse colaborador possa iniciar sua trajetória profissional em um ambiente saudável, para que, assim, nenhum tipo de transtorno possa ficar ainda mais grave por conta do trabalho”, alerta Belintani.

A pressão por desempenho, a competição acirrada, as longas horas de trabalho e a falta de apoio adequado são apenas algumas das questões que podem contribuir para o aumento dos problemas de saúde mental entre os jovens trabalhadores. A pandemia de COVID-19 exacerbou ainda mais essa situação delicada. Após meses de confinamento e impactos na saúde mental, muitos jovens foram forçados a retornar à atividade profissional em condições desafiadoras.

“Diante desse contexto, torna-se imperativo que as empresas adotem medidas proativas para promover a saúde mental de seus funcionários, especialmente dos jovens que estão ingressando no mercado de trabalho. Programas de apoio psicológico, ambientes de trabalho inclusivos e políticas de flexibilidade podem desempenhar um papel crucial na promoção do bem-estar desses profissionais em formação”, afirma.

Em suas palestras para líderes de empresas de todo o Brasil, a advogada Adriana Belintani ressalta a importância de priorizar a saúde mental dos colaboradores, incluindo os jovens. Segundo ela, esse cuidado vai se refletir na produtividade e também vai evitar ações trabalhistas, uma vez que cada vez mais pessoas estão recorrendo à Justiça em busca de direitos, quando, de alguma forma, entendem que seu diagnóstico de comprometimento da sua saúde mental está relacionada ao trabalho.

“Programas de apoio psicológico, flexibilidade no horário de trabalho, incentivo ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a promoção de uma cultura de abertura e apoio estão entre as medidas que podem ser adotadas pelas empresas, para que os jovens possam prosperar, não apenas profissionalmente, mas mentalmente”, sugere Belintani.

Fonte: Adriana Belintani, advogada especialista em saúde mental com mais de 20 anos de atuação nas áreas trabalhista e previdenciária

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