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PAIS E FILHOS

Especialistas indicam equilibrar o consumo de chocolate sem privar as crianças

Educação sobre alimentação e atividade física é a saída, já que o rol de jovens com colesterol alto e sobrepeso é preocupante

Por Isabella Holouka

31 de março de 2024, às 09h28

Doce e aguardada, a Páscoa é momento de celebrar crenças cristãs e, para as crianças, divertir-se com coelhinhos, pegadas, cenouras e ovos de chocolate. Porém, o momento mágico e delicioso pode ficar amargo caso os pequenos não tenham orientação correta para um consumo equilibrado dos doces.

Segundo profissionais do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo) é preciso ensinar os filhos a ter uma alimentação equilibrada e sem excessos, em que alimentos saudáveis são prioridades. Além disso, eles ressaltam a importância de incentivar as atividades físicas desde cedo.

É preciso orientar os pequenos sobre o consumo equilibrado de doces, incluindo o chocolate – Foto: Adobe Stock

“Pais e responsáveis podem e devem oferecer, por exemplo, frutas ao invés de bolachas ou salgadinhos, até mesmo para se criar um hábito de procurar por alimentos leves e saudáveis e ter um organismo bem nutrido desde cedo”, explica a nutricionista do HSPE (Hospital do Servidor Público Estadual), Rita de Cássia Maturo.

O chocolate é um alimento rico em calorias e gorduras saturadas, que pode gerar ganho de peso e elevar os níveis de colesterol e, consequentemente, aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

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Por isso, crianças que apresentam problemas de saúde que exigem acompanhamento muitas vezes precisam reduzir o consumo de chocolate, entre outros alimentos. O ideal é optar pelo chocolate amargo ou meio amargo, entretanto, elas preferem o chocolate ao leite – por ser mais doce.

Comer frutas, legumes, verduras, cereais integrais e proteínas, para uma nutrição equilibrada, é muito importante desde cedo. Algumas dicas para pais e cuidadores que precisam balancear a alimentação das crianças são: utilizar alimentos coloridos, variar os cortes de legumes, carnes e frutas, permitir que a criança escolha sua salada e monte seu próprio prato, além de deixar os mais saudáveis sempre à mostra.

A especialista afirma que o estilo de vida atual aumenta os riscos de problemas de desenvolvimento e saúde, já que as crianças e adolescentes recebem menos estímulos para brincar e gastar energia em atividades físicas.

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“Ficar sentado em frente ao celular, tablet, computador e TV é o ‘novo normal’, que pode acarretar prejuízos no desenvolvimento destas crianças, sem contar o risco de obesidade e sobrepeso na vida adulta. Inclusive, a necessidade de privá-las de prazeres como um doce na época de Páscoa”, pontua a nutricionista.

Segundo o relatório WOF (‘World Obesity Federation’ ou Federação Mundial de Obesidade), divulgado neste ano, mais 700 milhões de crianças e adolescentes estarão com sobrepeso e obesidade até 2035.

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Para o médico do esporte do HSPE, Samir Daher, tudo é uma questão de equilíbrio. “Não devemos fazer nada em excesso”, afirma.

“Além disso, é muito importante a família incentivar a criança desde cedo em relação às atividades físicas. Ter uma dinâmica familiar que dá o exemplo torna mais fácil quebrar barreiras do sedentarismo que temos visto aumentar a cada ano que passa. Para se ter uma ideia, de acordo com o IBGE, 84% dos jovens é sedentário. Além desse número, outro alarmante: 8 em cada 10 adultos já eram obesos quando jovens”, explica o médico.

Em média, o tempo mínimo de exercícios para adultos deixarem de ser sedentários é de 150 minutos divididos na semana, podendo ser atividades de 50 minutos, três vezes na semana, ou ainda 30 minutos, durante cinco dias.

Porém, para as crianças, a orientação é outra. A criança deve ter mais acesso a lugares que possam ter momentos de gasto de energia, especialmente ao ar livre, permitindo a transpiração e o cansaço de forma natural e saudável, aumentando a consciência corporal ao se movimentar.

“Sabemos que hoje em dia, a vida é corrida e há muita insegurança. Há menos locais para práticas de exercícios ao ar livre, para os jovens terem espaço para se cansarem. Mesmo o desafio sendo grande, é recomendado que os responsáveis procurem por locais, sejam eles públicos ou privados, para a prática esportiva”, recomenda Samir.

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