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Bem-Estar

Cannabis medicinal na terceira idade

Entenda como a alternativa natural trabalha nos tratamentos de condições que surgem ao decorrer dos anos

Por Marina Paschoal – Agência Pub

22 de novembro de 2023, às 09h18 • Última atualização em 22 de novembro de 2023, às 09h19

O composto natural e não-psicoativo encontrado na planta da cannabis, o canabidiol (CBD) pode se tornar uma alternativa no tratamento de doenças relacionadas ao avanço da idade, que também podem reduzir a qualidade de vida dos idosos. O CBD se mostra eficaz, ainda, na diminuição do impacto de certos tratamentos, como de depressão e ansiedade, que muitas vezes utilizam medicamentos com efeitos colaterais e que não têm tanto impacto terapêutico como a opção natural.

“O uso da cannabis medicinal pelos idosos pode auxiliar no tratamento de outras doenças que podem se desenvolver na terceira idade, proporcionando mais qualidade de vida e com menos efeitos colaterais”, explica José Manzi, diretor médico do corpo clínico da Simples Cannabis, empresa que auxilia e facilita a importação de medicamentos canábicos junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Segundo dados da Anvisa, existe um aumento nos pedidos de importação do CBD de forma medicinal por pessoas acima de 65 anos, que, entre 2015 e 2019, quase quadruplicou. Em 2015, este público representava 6,8% do total de autorizações da Anvisa, e em 2019, saltou para 23,6%. Os números mostram que pessoas nesta faixa de idade estão buscando cada vez mais a alternativa sabendo que os efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes do Cannabidiol podem melhorar significativamente sua qualidade de vida, auxiliando no tratamento de doenças e aliviando dores crônicas.

Sejam condições de natureza psicológica, cardiovascular, hipertensiva ou degenerativa, o envelhecimento traz o aumento do risco de desenvolvê-las. O uso do CBD pelos idosos no tratamento de condições como Alzheimer, Parkinson, epilepsia, hipertensão, ansiedade, depressão e dores é possível e eficaz, por sua atuação no sistema endocanabinoide, que tem como função básica manter o equilíbrio corporal.

Conforme a idade avança, o organismo produz menos substâncias endocanabinoides, e consequentemente, a quantidade dos receptores endocanabinoides que seriam ativados por esses ligantes também diminui, causando desequilíbrio em diversas funções vitais. Isso significa que os baixos níveis de endocanabinoides nos idosos os deixam mais suscetíveis a desenvolver doenças inflamatórias e no Sistema Nervoso Central, como enxaqueca, fibromialgia e síndrome do intestino irritável.

O uso do cannabidiol ajuda também a modular os componentes emocionais e cognitivos relacionados à percepção da dor, reduzindo incômodos causados por dores crônicas, como as decorrentes de processos inflamatórios e neuropáticos. O CBD também pode aumentar o apetite dos idosos, influenciando na produção de serotonina e assim melhorando sua alimentação, além de reduzir sintomas de dores estomacais.

“O CBD age no organismo naturalmente por meio dos receptores celulares CB1 e CB2, trazendo resultados como efeitos anti-inflamatórios e a produção de antioxidantes que melhoram significativamente a qualidade de vida dos idosos, que podem sofrer com diversas doenças que se desenvolveram ao decorrer do avanço da idade. Além disso, o tratamento pode auxiliar na inapetência e insônia, condições que também são frequentes nessa fase da vida”, explica José, que faz parte do corpo clínico da Simples Cannabis, que conta com 28 médicos de diferentes especialidades.

No tratamento do Alzheimer e do Parkinson, o CBD se mostra promissor na indução do crescimento e na nutrição de neurônios do hipocampo, essenciais para os processos neurais relacionados à memória. Os fitocanabinoides repõem as substâncias endocanabinoides que o próprio organismo deixa de produzir com o avanço da idade. Para os casos de hipertensão, o uso de cannabis medicinal está associado à redução da pressão arterial sistólica e diastólica, e assim pode colaborar em diminuir a polifarmácia do paciente idoso.

O tratamento com medicina à base de cannabis não causa quaisquer mudanças cognitivas nos pacientes, e nem causa dependência, uma vez que o composto natural responsável por possíveis alucinações, o tetrahidrocanabinol (THC), não está presente nas concentrações de CBD usadas na terapia dos pacientes ou está presente em quantidades pequenas, sem a chance de causar estes efeitos.

Qualquer paciente que tenha interesse em utilizar o canabidiol deve, em primeiro lugar, passar em consulta médica para avaliar indicações e contraindicações. E apenas com receita em mãos, será possível dar início ao tratamento. Na Simples Cannabis, é possível agendar um horário com um dos especialistas e passar via telemedicina. Posteriormente, a empresa auxilia em todos os trâmites e documentações com a ANVISA para a obtenção da medicação. “O uso da cannabis medicinal não é apenas destinado aos idosos, mas se estende a todas as idades e no tratamento de diversas outras condições”, finaliza o especialista.

Fonte: Simples Cannabis

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