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Televisão

Sem medo de mudanças, Eliana deixa o SBT rumo à Globo e aposta na sua relevância na tevê

Ao lado de Xuxa e Angélica, Eliana completa a trinca de louras que moldou a programação infantil dos anos 1990

Por Geraldo Bessa - TV Press

09 de junho de 2024, às 09h03

Ao lado de Xuxa e Angélica, Eliana completa a trinca de louras que moldou a programação infantil dos anos 1990. O gênero, no entanto, entrou em decadência na tevê aberta, até por um certo esgotamento dos formatos, mas principalmente pela migração da publicidade voltada para crianças para os canais especializados na tevê por assinatura.

Foi a única que se consolidou como apresentadora dominical, um universo até bem pouco tempo dominado apenas por homens – Foto: Divulgação

Nesse momento, ficou claro que, das três, Eliana foi a que melhor soube gerenciar as mudanças, renovar seu público e lidar com as forças que regem os bastidores do vídeo. Foi a única que se consolidou como apresentadora dominical, um universo até bem pouco tempo dominado apenas por homens, e sobretudo, soube se manter relevante para a tevê aberta. Estabilizada no SBT com uma das maiores audiências e faturamento da grade à frente do “Eliana”, a loura surpreendeu ao anunciar sua saída da emissora no último mês de abril. A despedida acontece ao longo do mês de junho para, na sequência, Eliana dar os primeiros passos na nova casa: a Globo.

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A primeira passagem de Eliana pelo SBT foi de 1991 a 1998. No final da década, se sentindo preterida por Silvio Santos, que na renovação de contrato não aprovou novos investimentos no “Eliana & Cia” e muito menos o tão sonhado programa noturno que ela estava planejando, resolveu ouvir a proposta da Record, que ofereceu um salário de estrela, liberdade artística e alto investimento em seus projetos.

Na nova emissora, Eliana começou sua transição de animadora infantil para comunicadora. Além de repaginar sua identidade visual, ela também recorreu a sessões de fonoaudiologia para amadurecer seu tom de voz e conseguir a atenção, primeiramente, dos jovens, e depois dos adultos. Em 2005, à frente do “Tudo é Possível”, ela estreou na briga pela audiência dos domingos e, aos poucos, foi conseguindo espaço. A repercussão do programa na concorrência chamou novamente a atenção de Silvio, que acabou por convidar Eliana para figurar no casting do SBT novamente, o que deu início a sua segunda passagem pela casa onde, ao todo, ficou por 22 anos.

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Bem-sucedida, a ida para a Record e o retorno ao SBT mostraram a coragem da apresentadora em mudar e tem muitas semelhanças com a movimentação que acontece agora. Uma transferência de Eliana para a Globo não era cogitada até sua comentada participação no último “Criança Esperança”. Após isso, as conversas entre os executivos e a apresentadora começam em um momento de insatisfação e atritos de Eliana com as filhas de Silvio, que dão as cartas no SBT no momento. Em outros tempos, a Globo deixaria Eliana um tempo na geladeira até que sua imagem fosse minimamente desassociada da antiga emissora.

Já sem tantas restrições, o teste de fogo da apresentadora será na nova temporada do “Saia Justa”, do GNT, que acaba de perder Astrid Fontenelle e teve sua estreia adiada para agosto. Em 2025, ano em que a emissora completa 60 anos, a apresentadora deve voltar à tevê aberta e fazer parte da nova carta de intenções e objetivos da empresa. Madura, cheia de autonomia e com grande potencial popular, Eliana parece saber muito bem o que está fazendo.

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