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Cultura

Gravando em outras praias

Carioca, Bruno Gissoni ganhou ares de galã como pescador romântico e nordestino em “Flor do Caribe”, na Globo

Por TV Press

31 out 2020 às 17:19

Foram oito anos vivendo em Los Angeles, nos Estados Unidos. Mesmo assim, Bruno Gissoni se mostra um carioca típico. E esse foi um dos primeiros pontos trabalhados para que ele conseguisse se sentir na realidade de Juliano, o pescador que ele interpreta em “Flor do Caribe”, novela reprisada pela Globo na faixa das 18h.

Mas, confessa, isso não chegou a ser tão difícil de superar. E ele sabe bem quando foi que aconteceu. “No momento que eu fui realocado para o lugar que era do Juliano, o lugar que ele foi criado e tem todas as suas memórias, um lugar que é dele… Acho que isso ajuda na criação de qualquer personagem”, lembra Bruno. Na época, a equipe de “Flor do Caribe” gravou em locais como a Ponta do Mel, Dunas do Rosado, Baía Formosa, Praia da Pipa, Barra do Cunhaú, Malembar, Genipabu e nas minas de Currais Novos, no Rio Grande do Norte.

Em 2009, Bruno estrelou a peça “Capitães de Areia”, baseada na obra literária de Jorge Amado – Foto:

Na trama, Juliano é filho adotivo de Quirino e Doralice, papéis de Ailton Graça e Rita Guedes. Pescador em Vila dos Ventos e um rapaz de bom coração, ele se aproxima de Natália, personagem de Daniela Escobar, e das filhas dela, Mila e Carol, vividas por Tainá Muller e Maria Joana. Embora as garotas sejam da faixa etária de Juliano, é justamente com Natália que ele se envolve. Uma série de características que distanciaram ainda mais o ator do personagem. “Juliano é de um universo completamente distante do meu. Pescador, adotado e que se apaixona por uma mulher mais velha. Vários universos que eu nunca tinha tido vivência. Esse foi o maior desafio: encontrar um elo genuíno entre o meu personagem e eu”, entrega.

Foi justamente em função do romance tão criticado por Mila e Doralice que Juliano cresceu na história de Walther Negrão. “Toda a sequência do Juliano e da Natália foi marcante. Foi um romance bem legal de ser explorado”, diz o ator. Além disso, ele recorda com carinho dos momentos que dividiu com Luiz Carlos Vasconcelos. “O Juliano tinha uns conflitos bem marcantes e interessantes com o personagem dele”, conta. Na trama, Vasconcelos interpretou Donato, um pescador que precisou pagar por um crime cometido pelo filho Hélio, vivido por Raphael Viana, sendo condenado a 20 anos de prisão.

Sete anos depois de dar vida a Juliano, Bruno não pestaneja ao mencionar o que de melhor aprendeu com esse personagem. Uma lição que, inclusive, tem tudo a ver com o momento que o planeta vive, diante da pandemia do novo coronavírus. “Juliano é muito feliz com pouco. Ele não vivia a vida da forma materialista como a maioria de nós vive”, valoriza. Não bastasse isso, outro ponto o deixou deslumbrado com a experiência em “Flor do Caribe”. “Foi um momento muito feliz da minha vida, muito solar. A maioria das cenas que eu gravava eram em locais paradisíacos”, fala.

Essência mantida

Aos 33 anos, Bruno Gissoni viu sua vida mudar bastante desde que “Flor do Caribe” foi gravada, em 2013. Na época, ele tinha 26 anos e era solteiro. De lá para cá, no entanto, o ator se casou com a atriz Yanna Lavigne, com quem tem uma filha, Madalena, de apenas três anos. “O que eu vivi na minha vida durante esses sete anos me transformou como pessoa, com princípios diferentes, enxergando a atuação de forma diferente. Eu acho que isso que mudou. Mas a essência é a mesma”, garante.

Agora, com a reprise da novela, Bruno aproveita para rever sua atuação – algo que também experimentou entre o ano passado e uma parte desse ano, quando “Avenida Brasil”, produzida em 2012, estava no ar no “Vale a Pena Ver de Novo”, da Globo. Na trama de João Emanuel Carneiro ele era Iran, um jogador de futebol.

“Eu adoro rever. Sou muito crítico e fico imaginando como seria se eu tivesse criado o personagem de forma diferente. É muito legal conseguir ver o seu trabalho como ator, anos atrás. Só acrescenta”, pontua, enfatizando que se tratavam de papéis muito diferentes.

“A mudança foi bem impactante. E foi muito legal viver essa transformação tão radical de um universo para outro. Acho que é aí que está a graça”, analisa.

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