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Cultura

Ex-promotora que condenou jovens negros por estupro é acusada de racismo nos EUA

Por Agência Estado

04 de junho de 2019, às 15h10 • Última atualização em 04 de junho de 2019, às 18h22

Após a estreia da série Olhos que Condenam na Netflix na última sexta-feira, 31, o caso dos “Cinco do Central Park” reacendeu o debate sobre discriminação racial. Uma das protagonistas da história, a ex-promotora Linda Fairstein (interpretada pela atriz Felicity Huffman na série) foi responsável pela acusação injusta dos jovens negros e agora enfrenta consequências da condenação.

De acordo com o TMZ, fontes da ONG Safe Horizon, que ajuda vítimas de abuso e crimes violentos em Nova York, revelaram que os funcionários estão indignados com o fato de Fairstein ter permanecido no conselho de uma organização para minorias por tanto tempo. Agora, ela corre o risco de perder seu emprego na instituição sob acusação de racismo.

Em 1989, Linda Fairstein era chefe da Unidade de Crimes Sexuais de Manhattan e teve participação nas confissões forçadas dos cinco jovens condenados.

Olhos que Condenam é uma série de quatro episódios dirigida por Ava DuVernay. A trama gira em torno de um grupo de meninos negros adolescentes acusados de agredir e estuprar uma mulher branca que praticava corrida no Central Park, em Nova York. Eles foram presos e passaram mais de uma década na cadeia. O caso ocorreu há 30 anos, em abril de 1989. Os cinco acusados foram liberados em 2002, após evidências de DNA comprovarem a inocência deles.

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