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Cultura

Direto de casa

Ivete Sangalo dá um tempero baiano no comando da nova temporada do “Música Boa ao Vivo”, no Multishow

Por Márcio Maio - Tv Press

02 ago 2021 às 07:06

Cantora se prepara para estrear, no próximo dia 10, o novo reality “The Masked Singer Brasil” - Foto: Divulgação

Em plena pandemia, Ivete Sangalo está cheia de trabalho. A cantora se prepara para estrear, no próximo dia 10, o novo reality “The Masked Singer Brasil”, na Globo. Mas, enquanto a competição não começa, a baiana pode ser vista no comando do “Música Boa ao Vivo”, do Multishow. E com um detalhe que faz toda a diferença: o canal a cabo levou o estúdio do programa para a terra natal de Ivete, a Bahia.

“Essa oportunidade faz com que a gente apresente um ‘Música Boa’ com a minha cara e estou me dedicando muito a isso. A minha banda é que está com todos os artistas”, comemora. Outra novidade desta temporada é que, a cada semana, ao menos um artista da Bahia está presente. O cenário tem três palcos conectados, onde as vozes se encontram em um dos 12 episódios inéditos da temporada, sempre ao vivo.

Mesmo com uma trajetória longa, dá frio na barriga iniciar o “Música Boa ao Vivo”?
Dá, primeiro porque eu compreendo esse projeto como um desejo mútuo meu e do canal. Já conversamos milhões de vezes sobre a possibilidade de ser apresentadora do programa, que se relaciona com música, com arte. E eu adoro comunicar, então é uma expectativa muito grande. O que, para mim, é muito gostoso, porque não sei entrar nas coisas de forma fria. Eu crio expectativa mesmo e eu acho que é por conta dessa expectativa e desse frio na barriga que as coisas ficam lindas.

Como é a sua preparação?
Embora eu não conheça a história de todos os artistas desse País, tenho profundo interesse por cada um. Acho que cada um tem uma importância muito grande na construção histórica da música brasileira. Sem dúvida nenhuma, me aprofundo ainda mais na vida artística musical de cada um, nos gostos e nas possibilidades que temos de fazermos parcerias ali. E não só eu como cantora, mas como comunicadora, de levar ao público o máximo de informação sobre aquele artista.

Como é sua relação com o Multishow e o que esse posto de apresentadora representa na sua carreira?
Sempre tive uma admiração grande pelo Multishow, porque quando ele apareceu, veio com uma proposta muito democrática e de vasto acesso. Buscou, de várias maneiras, levar arte ao público de casa. Democratizou mesmo. Trouxe muita música, muito humor, tem uma alegria esse canal. Já participei do “Música Boa” como convidada, que sempre é uma delícia, mas como apresentadora, é o dia a dia, é uma equipe que eu já reconheço, porque a minha história se confunde também com a história do Multishow. Eles prestigiam demais a minha história. Ser uma apresentadora é estar ali, naquele ambiente, de outra maneira. Isso é sempre saboroso, dá uma sensação de vitória, de novas conquistas.

É a primeira vez que o Multishow leva o estúdio do “Música Boa Ao Vivo” para a terra natal do apresentador. Como você encara o fato de apresentar o programa direto de Salvador?
Privilégio, privilégio máximo. Porque, em tempos de pandemia, todo esse deslocamento requer um cuidado maior. Então, seguindo todas as recomendações, o Multishow tem se mostrado um parceiro incontestável dessa minha caminhada. A possibilidade de poder fazer no meu lugar, com a minha banda, enfim, é um privilégio, literalmente, porque isso nos assegura uma série de coisas e isso tudo vai no conteúdo musical, no conteúdo da apresentação, na entrega… Acho importante falar isso. E tem todo um charme da Bahia, dos cenários, dessa estada aqui. A Bahia é um xodó do Brasil.

O espaço das mulheres no entretenimento é cada vez maior. Você sente que ter mulheres à frente do “Música Boa Ao Vivo” também dialoga com a questão do empoderamento feminino?
Acho que é essa coisa de ocupar lugares, não é? A mulher tem essa força, isso é muito evidente. Mas ocupar lugares e mudar estruturas, acho que isso é que transforma as coisas. Lugares onde isso parecia ser inusitado, pelo ineditismo. Só reforça ainda mais a importância da mulher dentro da sociedade como um todo. Acho que não só a mulher, mas todas as frentes, tem de ter representatividade e ocupar espaços. Os direitos são iguais, as oportunidades têm de ser iguais e isso reforça absolutamente as coisas nas quais acredito, a minha filosofia de vida.

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