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Presépio

Adolescente mantém tradição natalina do avô

Com apenas 14 anos, o estudante americanense João Paulo Feltrin recria o nascimento de Jesus Cristo nos mínimos detalhes

Por Valéria Barreira

12 dez 2019 às 07:49 • Última atualização 27 abr 2020 às 11:32

Uma tradição de família mantida há mais de 30 anos está tendo continuidade graças a iniciativa de um garoto de 14 anos. O estudante João Paulo Feltrin Alves tinha 12 quando montou pela primeira vez o presépio do avô, na casa da família no Iate Clube de Campinas. Era dezembro de 2017 e aquele seria o primeiro Natal sem o avô Esmael, falecido cinco meses antes.

“Para mim, montar o presépio foi uma forma de homenagear o meu avô. É impossível olhar e não lembrar dele”, diz o menino, que lembra do capricho do avô ao dispor as peças e recriar a cena reproduzindo o nascimento do Menino Jesus. “Procuro ser o mais fiel possível ao que ele fazia. Todos os detalhes são os mesmos”.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
João resolveu manter viva na família uma tradição que o avô, falecido em 2017, cultivou por vários anos durante os natais

Sua tia, Ilze Aparecida Feltrin, informa que o pai era cercado pelos netos enquanto montava o presépio e aproveitava o momento para ir contando o significado das peças e a importância da cena. João era um deles. Ela se emociona com o gesto do sobrinho em dar continuidade à tradição. “No ano em que ele faleceu, eu nem tinha mais vontade de comemorar o Natal. Mas aí o João quis montar o presépio. A iniciativa dele trouxe para perto da gente algo bom que o meu pai fazia”.

O presépio fica na sala da casa onde o avô morava – no mesmo local de todos os anos – e as peças são as originais, que eram embaladas uma a uma por ele ao término das comemorações do Natal. O curral, o pasto verde, os animais ao redor da manjedoura, os reis magos, as pedras reproduzindo as montanhas, a fonte jorrando água, a Maria e o José. Está tudo lá. Menos o Menino Jesus. Ele será colocado ali apenas à meia-noite do dia 24, no momento em que os cristãos comemoram seu nascimento.

“Meu pai sempre fez questão de seguir a tradição à risca. À meia-noite a gente se reúne ao redor do presépio, faz uma oração e coloca o Menino Jesus. O gesto do João ajudou a manter viva também essa tradição”, conta a tia, revelando que o jovem se encarrega ainda de desmontar a cena e guardar tudo para quando o próximo dezembro chegar. Do jeito que o avô fazia.

“Vou continuar fazendo isso sempre”, avisa o sobrinho, mostrando que se depender dele a tradição em comemorar o Natal festejando o nascimento de Jesus vai continuar na família.

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