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Editorial

Vidas em evidência

Por Grupo Liberal

07 abr 2020 às 11:39 • Última atualização 27 abr 2020 às 11:39

A expectativa de muitos, bem como a pressão de empresários e comerciantes, de que a quarentena imposta pelo governo de São Paulo pudesse chegar ao fim nesta terça-feira foi desfeita pelo anúncio de prorrogação feito pelo governador João Doria, em mais uma das entrevistas coletivas diárias que tem dado em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

As restrições sociais à circulação e ao funcionamento do comércio permanecem como estão por mais 15 dias, até o dia 22 de abril. Porém, nesta segunda, ao anunciar a medida, as autoridades foram mais duras quando às orientações. Na coletiva, Doria citou, por exemplo, que as guardas civis e a Polícia Militar poderão atuar para dispersar aglomerações. E também mandou recado a prefeitos para que não fujam das determinações na esfera estadual.

A segunda etapa da quarentena continuará impingindo uma situação dolorosa na população, especialmente na economia. Trata-se de uma iniciativa que visa evitar mortos e, tão importante quanto, busca reduzir o impacto brutal a que o sistema de saúde público e privado está sujeito caso a circulação do vírus não arrefeça.

São Paulo é o estado mais afetado pela pandemia no País. As internações e mortes por conta do coronavírus se multiplicam de maneira totalmente atípica em relação a outras doenças. Há de a sociedade reconhecer que a quarentena não se trata de algo superestimado, exagerado. É prevenção. A decisão em São Paulo encontra respaldo de autoridades competentes para isso, como médicos e especialistas em infecções, sem falar das experiências mundo afora.  

Os números ainda dizem pouco sobre o cenário do vírus no País, mas tendem a pintar algo pior do que já temos. Para reduzir os danos, precisamos seguir o que orientam as autoridades. É preciso colocar vidas em evidência e a possibilidade de salvá-las, na maior quantidade possível.

O Liberal