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Setembro Amarelo

Por Ademir Baldon

08 set 2020 às 08:09

Setembro Amarelo é a campanha de prevenção ao suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria, criada em 2014. Por meio dela, buscamos conscientizar a população sobre os fatores de risco para o comportamento suicida e orientar para o tratamento adequado dos transtornos mentais, que representam 96,8% das mortes por suicídio. Uma grande iniciativa para um dos maiores problemas da humanidade.

A depressão a partir de 2020 será a segunda maior causa de afastamento do trabalho, por isso, é preciso cuidar muito bem deste sinal amarelo, para que não chegue ao sinal vermelho.

Esta grave doença, também conhecida como “a dor da alma”, “a dor sem dor”, ou “a maior dor”, não tem nada a ver com corpo mole e vagabundagem, mas infelizmente, ainda tem muita gente que faz exatamente esta análise preconceituosa. Muitos pensam que é melhor tratá-los de forma enérgica, para que possam voltar à realidade. Ledo engano. Procedendo desta forma, é mais um empurrão para que a pessoa avance o sinal vermelho.

O tratamento medicamentoso e a terapia são fundamentais para tentar segurar o doente dentro do sinal amarelo, mas igual ou mais importante que isso está a parte espiritual, a ajuda e a paciência da família, dos colegas e amigos.

Pessoas com este quadro são capazes de tudo para saírem da escuridão em que se encontram, e a morte seria a última janela a ser visitada. É comum que busquem todo o tipo de ajuda, as mais variadas e perigosas possíveis. Então, concentrem-se em alguns poucos e bons profissionais, assim como, selecione algumas raras pessoas amigas que você poderá contar e confiar.

E para aqueles que ainda persistem em brincar com este tema, lembre-se que esta doença não escolhe, cor, raça, cultura, poder aquisitivo… Isso não é nem de longe uma brincadeira. É muito mais sério do que muita gente imagina.

Ademir Baldon é professor mestre em Educação

Colaboração

Artigos de opinião enviados pelos leitores do LIBERAL. Para colaborar, envie os textos, com 1.800 caracteres (já contando os espaços), para o e-mail opiniao@liberal.com.br.