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Cotidiano & Existência

Setembro Amarelo

Por Gisela Breno

13 de setembro de 2023, às 14h32 • Última atualização em 13 de setembro de 2023, às 14h34

No início de setembro, quando o céu ganha tons mais suaves e o inverno se despede, cores mais vibrantes começam sua jornada nas paisagens ao nosso redor, e se erguem como um farol de esperança em um mundo que, por vezes, parece estar perdido na escuridão.

Setembro Amarelo é mais do que um mês no calendário; é uma oportunidade para cada um de nós, viajantes desse mar de dificuldades e incertezas , que é a vida, içarmos as velas da solidariedade.

É um momento propício para estendermos as mãos àqueles que enfrentam batalhas internas tão intensas,quanto os ventos , chuvas e tempestades, que têm assolado o nosso país e outros lugares desse vasto Planeta.

A campanha Setembro Amarelo é uma voz que, clama por compreensão e empatia. É o lembrete de que, por trás dos sorrisos muitas vezes ensaiados, há dores invisíveis que assombram a alma. É a lembrança de que a depressão, a ansiedade e outras doenças mentais não discriminam idade, gênero ou classe social. Elas podem afetar qualquer um de nós.

Em um mundo onde a pressão do dia a dia, os desafios e percalços da vida podem parecer e são esmagadores para tantas criaturas, o Setembro Amarelo se apresenta como um farol de esperança.

É um convite para quebrarmos o silêncio, que muitas vezes envolve as questões e a complexidade da saúde mental.

É um lembrete de que não estamos sozinhos em nossas lutas, que a dor pode ser compartilhada e, mesmo nos momentos mais sombrios da existência , há sempre uma luz a ser encontrada, há motivos, pessoas e sentidos para se continuar a jornada.

Neste mês, e em todos os outros, escolhamos a compaixão, a empatia e a solidariedade, para que, unidos possamos derrubar estigmas, tabus e preconceitos, que muitas vezes cercam essas doenças e ajudarmos os irmãos que se encontram na escuridão da existência a encontrarem a luz.

Gisela Breno

Professora, Gisela Breno é graduada em Biologia na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e fez mestrado em Educação no Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo). A professora lecionou por pelo menos 30 anos.