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Reunião de horrores em Brasília

Por Ailton Gonçalves Dias Filho

31 Maio 2020 às 08:18 • Última atualização 01 jun 2020 às 08:19

Aos poucos o Governo de Bolsonaro vai revelando sua verdadeira face. Nada como um dia após o outro. O episódio mais recente foi a reunião ministerial de 22 de abril, revelada pelo destemido Ministro Celso de Melo, do STF. A reunião faz-nos corar de vergonha. Fosse o Brasil um país sério, no outro dia, vários Ministros estariam demitidos. Não somos um país sério, infelizmente.

A fatídica reunião, elemento comprovatório de que o ex-Ministro Sergio Moro tinha e tem razão, revelou-nos muito mais. Revelou-nos que o Ministro do Meio Ambiente é um oportunista, querendo aproveitar o momento para desregulamentar portarias existentes. Atitude, no mínimo duvidosa. Sua fala na reunião revela seu caráter antirrepublicano. A Amazônia e a mata atlântica estão chorando.

Não bastasse isso, eis que surge a fala do Ministro da Educação. Era de se esperar polidez, fidalguia. Qual nada. Sua fala faz coro aos demais. É horrorosa e desrespeitosa. Não é à toa que está sendo interpelado pela Justiça para dar explicações. Este é o nosso Ministro da Educação. Pobre Brasil.

A cereja do bolo ficou por conta da fala da Ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), subindo o tom, dizendo que pediria a prisão de Governadores e Prefeitos. Como se um simples pedido de prisão, resolveria toda a questão que estamos vivendo nestes dias. Esta reunião, leitores, aconteceu em 22 de abril, em plena luta contra a pandemia da Covid-19.

A pauta maior deveria ser a Covid-19. Deveria. Não foi. Hoje, infelizmente, já passamos de mais de 25 mil brasileiros mortos pelo vírus. A nós, como diria o profeta Daniel, cabe o corar de vergonha. A todos nós. Que Deus tenha misericórdia de nós. É isto.

*Ailton Gonçalves Dias Filho é pastor presbiteriano

Colaboração

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