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Artigos de leitores

Quem viver verá e até chorará

Por João Rodella

06 out 2020 às 08:49

Eles não foram “evangelizados” para a solidariedade, a visão de futuro, o patriotismo, o preservacionismo. Pior, foram direcionados para o lucro fácil, a devastação, a rapinagem do que não lhes pertence. Poderíamos chamá-los de mercantilistas? Ainda pior: de coveiros do amanhã, impatriotas e traidores. Acrescentando que nem com os seus descendentes e o porvir deles se preocupam, o que são afinal, esses cujo deus é o lucro, o dinheiro, o descaso com o bem comum? Praticantes da mais prejudicial sacanagem contra a natureza, talvez amem ou desejem o futuro desértico onde hoje a floresta impera, porque são áridos por dentro e os sons que mais agradem os seus ouvidos são os do din-din e também das motosserras.
Depois dessa introdução meio atrapalhada, do que trato? Das queimadas transamazônicas. Sim, trans, porque prejudicam a nós e países limítrofes e mesmo o mundo cada vez mais poluído e enfumaçado.

Todos os anos o espetáculo catastrófico repete-se. Colocam no chão árvores que a natureza levou décadas ou mais para vicejar. E, as labaredas, qual línguas de fogo, devoram essas árvores e várias espécies de animais que não têm como fugir. Claro que a devastação provocará desequilíbrio ambiental. Só não enxerga quem é cego pelo lucro ou está pouco se lixando para as consequências futuras.

Patrimônio da humanidade e fonte de cooperação e intercâmbio entre as nações e as pesquisas científicas, não entendo como os nossos governantes não conseguem impedir tanta destruição.

Não irá muito longe e teremos um deserto no Norte do Brasil. Exagerando, aí será apenas trazer os camelos, pois os burros já temos naqueles que enfiam o rabo entre as pernas e calam-se.

João Rodella, do Espaço Literário Nelly Rocha Galassi

Colaboração

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