02 de março de 2024 Atualizado 19:29

8 de Agosto de 2019 Grupo Liberal Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Artigos de leitores

Que o sr. Maduro possa amadurecer

Presidente da Venezuela quer continuar com sua ditadura disfarçada de democracia e pretende seguir o exemplo de Vladimir Putin

Por Oswaldo Vicentin

04 de janeiro de 2024, às 08h23 • Última atualização em 04 de janeiro de 2024, às 08h30

O presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, quer continuar com sua ditadura disfarçada de democracia e pretende seguir o exemplo de Vladimir Putin. Isso é, anexar a Guiana.

Por que agora o verbo dos agressores não é mais apoderar, apropriar e roubar? Mudaram o verbo para anexar. Isso só aconteceu na América do Sul quando a Argentina quis se apoderar das Ilhas Malvinas, que era propriedade da Inglaterra. A invasão acabou frustrada.

Maduro só quer se perpetuar no poder e usa nova estratégia. Ele optou por realizar um plebiscito e foi apoiado por seus adeptos e oligárquicos, já que metade da população não foi às urnas. O presidente da Venezuela mostrou ao mundo uma fotografia da Venezuela já com a Guiana incorporada.

Lógico que esse seu sonho é difícil, mas serve de propaganda eleitoral para usar a democracia como trampolim e continuar com sua ditadura. O Brasil e países do Mercosul foram contrários, como também a ONU. Maduro só tem apoio mesmo da Rússia.

Ele tem ouvido Lula declarar, desde as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, de que as soluções precisam ser resolvidas na base do diálogo, evitando mortes de tanta gente inocente, como mulheres e crianças.

Maduro entrou em contato com Lula e até adiou a viagem que faria para se encontrar com Putin. Depois da conversa com o governo brasileiro, o presidente venezuelano sentiu que o caminho não é por aí, pois percebeu que o buraco é mais embaixo.

Maduro está querendo algum lucro nessa jogada de diálogo e paz. Vai batalhar para obter participação nos lucros dos poços de petróleo e buscar recursos para ajudar seu povo que tanto lá como aqui sofre com fome e desemprego. E esse é o maior objetivo para evitar a guerra e trazer a tão sonhada paz.

Oswaldo Vicentin
Contador, jornalista e escritor
.

Colaboração

Artigos de opinião enviados pelos leitores do LIBERAL. Para colaborar, envie os textos para o e-mail opiniao@liberal.com.br.