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Editorial

Prejuízo ao consumidor

Por Redação

27 de junho de 2020, às 08h59 • Última atualização em 27 de junho de 2020, às 09h03

A fiscalização a postos de combustível promovida por uma força-tarefa em estabelecimentos diversos em Americana revelou irregularidades graves, que atentam contra os direitos do consumidor. O objetivo foi buscar e coibir fraudes nas bombas de combustível, além de fiscalizar produtos vendidos nas lojas de conveniência.

Em um posto no limite entre Americana e Santa Bárbara, encontrou-se a situação mais grave durante a operação. Conforme o LIBERAL adiantou em seu site, nesta sexta-feira, os clientes pagavam 8% a mais do que o total abastecido.

Nas bombas, segundo a fiscalização, um dispositivo eletrônico fazia com que os números do contador de combustível fossem maiores do que o realmente colocado no tanque. O motorista que abastecia 20 litros, por exemplo, recebia 1,6 litro a menos, mas pagava pelos 20.

O trabalho das autoridades e órgãos públicos do setor foi de grande valia para o consumidor. Mostrou irregularidades que, infelizmente, refletem diretamente no bolso da população, ainda mais em tempos difíceis como estes, de pandemia e quarentena. E fez bem, ainda, em ser transparente e coerente com o dever ao informar os cidadãos, com clareza, quais eram os problemas e onde eles estavam. Isso ampara o consumidor ao fazer suas escolhas.

A fiscalização do setor, entretanto, não pode se resumir a ações pontuais ou midiáticas. Ela precisa ser mais frequente, até mesmo como forma de fazer com que todos trabalhem de maneira honesta com o consumidor – mesmo que os aproveitadores pareçam não passar de uma minoria.

É obrigatório que a venda de um produto tão necessário como o combustível, sempre alvo da desconfiança popular, seja correta e dentro dos padrões e que haja punição aos que fogem disso.

O Liberal

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