10 de agosto de 2020 Atualizado 22:09

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Compartilhe

Editorial

Passo a passo

Por Redação

11 jul 2020 às 10:18

Como já era de se esperar, Americana e toda a região de Campinas permanecem na fase vermelha do Plano SP. A decisão mantém nas cidades a abertura apenas de atividades essenciais. A regressão das 42 cidades do Departamento Regional de Saúde de Campinas para a etapa mais restritiva da quarentena, de acordo com o planejamento do Estado, começou na última segunda-feira, quando se levou em conta que o percentual de leitos ocupados era considerado alto.

Nos municípios da RPT (Região do Polo Têxtil), ainda que não se fale em colapso, já são sentidos os efeitos da sobrecarga no sistema de saúde. Em ao menos duas cidades, pacientes locais foram enviados para o hospital de campanha construído pelo Estado no Ibirapuera, num movimento inverso, em que antes a Grande São Paulo transferia seus doentes para o interior paulista.

O avanço de casos também é significativo em julho. Entre os dias 2 e 9, o número de pessoas que estavam com a doença ou que estiveram nos cinco municípios da região cresceu 51%. Em cidades como Americana e Santa Bárbara, o aumento foi ainda mais significativo, de 82% e 85%, respectivamente. Em percentual menor, as mortes também crescem, com confirmações diárias.

Por aqui o cenário permanece em estado de alerta, o que exige, no mínimo, isolamento social e uso de máscaras pela população. Por outro lado, o governo estadual anunciou nesta sexta o maior afrouxamento da quarentena desde seu início. Apenas as regiões de Araçatuba, Campinas, Franca e Ribeirão Preto estão com restrições máximas.

Mesmo que passo a passo, há uma evolução perceptível e positiva em grande parte do Estado. Fazer com que este estágio chegue à região de Campinas depende, justamente, do comportamento de sua população e das autoridades locais, que sabem o que têm que fazer. A expectativa é que um cenário melhor por aqui venha em breve.

O Liberal

Neste blog você encontra a opinião do Grupo Liberal de Comunicação, por meio dos textos editoriais publicados na edição impressa.