25 de novembro de 2020 Atualizado 22:01

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Compartilhe

Artigos de leitores

Medicina após a pandemia

Por Wilson Pollara

04 set 2020 às 08:15

A pandemia causada pelo novo coronavírus nos mostrou nitidamente que a medicina é uma atividade em constante mudança. É preciso estar atento às necessidades e às particularidades de cada situação para que se possa responder à altura, de maneira rápida e eficiente.

Foi o que aconteceu com a covid-19: tecnologias, processos e estratégias de saúde que já estavam em fase de implantação ganharam força para combater a pior pandemia que o mundo já viveu nos últimos 100 anos.

Tudo indica que experiências que antes eram pontuais tenham vindo para ficar. Temos um exemplo muito claro com a telemedicina no próprio Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo: na pandemia, o atendimento via telemedicina, que antes era apenas incipiente, aumentou de modo significativo e veio para ficar.

Estruturas móveis já se mostraram um excelente recurso quando há um aumento inesperado de casos, como em um surto infeccioso. Um exemplo desse modelo ocorreu no Corujão da Saúde na Prefeitura de São Paulo em 2018: uma fila de 768 mil exames foi zerada em 82 dias. Uma carreta realizou em um mês 20 mil exames dermatológicos na Zona Sul da capital.

O segredo por trás disso foi a parceria entre a saúde pública e a privada.

É preciso também sistematizar a economia de escala. A maioria dos gestores já percebeu que não pode depender de outros países para o fornecimento de equipamentos. É o aviso de que um país que quiser manter a saúde em dia não poderá mais delegar para outros a produção de insumos médicos.

Quem sairá mais fortalecida dessa pandemia, porém, será a própria medicina: no mundo pós-covid, tudo leva a crer que o acesso à saúde jamais será como era antes. Se tudo correr como se anuncia, teremos à nossa disposição uma medicina mais moderna, mais acessível e mais eficaz.

Wilson Pollara é médico e superintendente do Iamspe

Colaboração

Artigos de opinião enviados pelos leitores do LIBERAL. Para colaborar, envie os textos, com 1.800 caracteres (já contando os espaços), para o e-mail opiniao@liberal.com.br.