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Cotidiano & Existência

Imprensa marrom

Por Gisela Breno

02 de maio de 2023, às 11h36

Vivemos tempos de absoluta falta de empatia por conta de um número expressivo de pessoas e da chamada imprensa marrom, que prioriza o sensacionalismo em vez da precisão e da objetividade.

Os dramas humanos são desconsiderados por aqueles que, com o objetivo de atrair a atenção do público e aumentar suas vendas ou o número de visualizações da publicação, distorcem a verdade ou escancaram a vida privada de indivíduos, muitas vezes colocando a busca pelo lucro acima da ética jornalística.

Esquecem-se das fragilidades e das dores lancinantes, que sangram o corpo e a alma dos que passam por momentos dolorosos da existência.

Preta Gil, em meio a um tratamento de um câncer agressivo teve expostas as chagas de seu casamento, num momento em que o equilíbrio emocional é fundamental para sua imunidade.

Não menos deplorável, aqui em Americana, um jornal estampou a possível causa da morte de uma mãe querida, antes mesmo que ela fosse sepultada. Não basta para esse tipo de imprensa a perda de um ente querido em situações difíceis, ela precisa amplificar ainda mais os sofrimentos alheios.

A imprensa marrom não é uma forma legítima de jornalismo; sua falta de ética e responsabilidade são gravíssimas, não só porque desrespeitam a privacidade das pessoas, mas também porque, ao distorcer fatos, informações, gera padecimentos , que podem inclusive levar à perda de vidas humanas.

Não basta o repúdio , a indignação com essa imprensa; é preciso que cada um de nós a boicote e a denuncie para os órgãos reguladores da mídia ou para as autoridades competentes .

E, acima de tudo, que a imprensa ética e responsável, que se preocupa em informar com qualidade e veracidade, sem sensacionalismo ou difamação, tenha o nosso apoio e a nossa consideração.

Propagar veículos de comunicação, que trabalham com seriedade é uma forma de contribuir para um jornalismo mais justo e ético.

Gisela Breno

Professora, Gisela Breno é graduada em Biologia na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e fez mestrado em Educação no Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo). A professora lecionou por pelo menos 30 anos.