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Cotidiano & Existência

Guerra

Por Gisela Breno

24 de outubro de 2023, às 12h21

A frase de Pablo Neruda, “só um louco pode desejar a guerra”, ressoa como um grito de sanidade em meio à insanidade da guerra. A guerra é a manifestação suprema da irracionalidade humana, indiscutivelmente, um dos eventos mais destrutivos e irracionais que os seres (desu)humanos produzem ,um retrocesso ao primitivismo em um mundo, que deveria estar evoluindo em direção à paz e à compreensão mútua.

Quando a razão é eclipsada pela fúria, quando a diplomacia falha, quando o medo e o ódio prevalecem sobre o entendimento mútuo, a lógica da existência humana é despedaçada. A guerra não é apenas um conflito entre países, mas a negação da nossa própria humanidade

Enquanto nações se enfrentam, seres humanos padecem. Crianças perdem suas infâncias, famílias são dilaceradas, sociedades inteiras são empurradas para o abismo da desesperança, deixando cicatrizes profundas na alma de toda a humanidade, que cessando os conflitos, ainda mostrarão o preço e as consequências da terrível violência e da sede de poder.

A guerra não é uma solução,é um problema que atinge a todos.

É nossa responsabilidade, como seres capazes de empatia e razão, trabalhar incansavelmente pela paz e pela verdade, obscurecida nesses tempos por tantas mentiras, tantas fakes News, tantos desconhecimentos.

Como disse Madre Tereza de Calcutá “O que eu faço é uma gota no meio do oceano. Mas sem ela o oceano seria menor.”

Sejamos um raio de luz mesmo nas situações mais sombria; tijolos na construção de edifícios onde as diferenças sejam celebradas e respeitadas, onde a lógica da existência humana seja preservada, a capacidade de aprender com os erros do passado, e de buscar soluções que transcendam fronteiras, sejam lições diária, e onde a guerra seja apenas um capítulo do passado, não um desejo louco do presente.

Gisela Breno

Professora, Gisela Breno é graduada em Biologia na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e fez mestrado em Educação no Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo). A professora lecionou por pelo menos 30 anos.