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Editorial

Eleições em suspense

Por Da Redação

20 Maio 2020 às 08:24

A crise do novo coronavírus (Covid-19) ameaça um dos momentos sociais mais importantes na vida de uma nação democrática: as eleições. Nesta terça-feira, surgiram indícios mais fortes de que a escolha de vereadores e prefeitos no País, marcada para outubro, pode não ocorrer na data prevista.

No Congresso, os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) anunciaram ontem a criação de um grupo que vai avaliar como as eleições devem acontecer. No calendário da Justiça Eleitoral, primeiro e segundo turnos estão agendados para 4 e 25 de outubro. A discussão, entretanto, sugere o adiamento das eleições, mas desde que ocorra ainda em 2020.

Outro ponto importante destacado pelo presidente da Câmara é que há um entendimento quase unânime entre os parlamentares de que, apesar do adiamento, não se deve prorrogar os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores. A posição também tem o apoio do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, que assume a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na próxima semana.

A realização das eleições municipais enfrenta etapas que, não fosse a pandemia, seriam apenas parte do trâmite. Uma delas é a questão das convenções partidárias, em que partidos escolhem os candidatos que estarão nas urnas. Previstas para julho, a possibilidade é de que até lá o País ainda conviva com restrições a aglomerações, por exemplo. Outra situação são os testes de segurança das urnas, marcados para junho.

Apesar de depender do futuro da doença no País, é bastante possível e aceitável a opção por adiar as eleições desde que ocorram ainda em 2020 e que não se prorrogue o mandato dos atuais vereadores e prefeitos. É preciso segurança sanitária para que o voto possa ser exercido por todos, inclusive pelos eleitores que são mais vulneráveis ao vírus.

O Liberal