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E lá vamos nós de novo

Os óculos de realidade virtual devem ser a grande tecnologia do futuro

Por Fabio Fonçati e João Brunelli

12 de junho de 2023, às 11h27 • Última atualização em 12 de junho de 2023, às 11h32

A Apple apresentou um óculos de realidade virtual. Este tipo de aparelho não é mais uma novidade e alguns de seus fabricantes já têm quase 10 anos de existência. E, mesmo assim, a entrada da empresa da maçã representa um novo começo para um segmento meio esquecido do mercado de tecnologia.

Isso já aconteceu antes. A Apple não inventou o computador pessoal, a interface gráfica, o tocador de MP3, os smartphones e muito menos os relógios inteligentes. Mas entrou em cada um desses mercados com uma proposta que entregava o acabamento, a estabilidade e a facilidade de uso necessárias para que todas essas tecnologias se tornassem desejáveis ao consumidor comum.

Chamado de Vision Pro, o óculos é recheado de câmeras, sensores, telas e, ao contrário dos outros VR que existem por aí, não depende de um outro aparelho, como um console de videogame, para funcionar. Ele é um computador completo feito para ser usado no rosto, o que inclui a presença de um processador Apple M2 (o mesmo usado por seus novos notebooks e desktops) e um sistema operacional próprio, que atende pelo conveniente nome de Vision OS.

Outra diferença é que enquanto os outros óculos apostam nos jogos como argumento de venda, os vídeos de apresentação do produto mostravam pessoas trabalhando, navegando pela web, conversando com amigos ou assistindo a filmes e seriados em ambientes que uniam o real e o virtual. Janelas de programas “voavam” sobre os ambientes, ícones eram selecionados com os olhos e ações eram feitas pela voz ou a partir de discretos gestos com as mãos, bem ao estilo de qualquer ficção científica.

As videochamadas foram um capítulo especialmente interessante da apresentação. Como os óculos impedem que as pessoas sejam filmadas, o Vision Pro faz um modelo 3D da face do usuário e o usa durante as ligações, com direito a animações realistas de sua fala e expressões. Essa é uma alternativa madura aos bonequinhos com cara de videogame que Mark Zuckerberg queria emplacar em seu virtualmente (ops) falido Metaverso.

Os recursos mostrados pela Apple indicam que a ideia é fazer com que, no futuro, os óculos de realidade virtual sejam parte do dia a dia das pessoas, talvez substituindo os smartphones, os computadores (e até os aparelhos de TV) de uma só vez.

Mas, claro, isso deve demorar. Por ora o Vision Pro é grande, pesado e caríssimo: com os US$ 3.500 dólares que serão pedidos por ele quando suas vendas se iniciarem, no começo de 2024, será possível comprar três – sim, três – dos Macbook Air de 15 polegadas lançados no mesmo evento.

Mas não se engane: com os anos, o aparelho deve ficar menor, mais leve e acessível. E aí parecem estar as fichas da Apple para o aparelho que, num futuro distante, tem potencial para ser o substituto do iPhone.

Fabio Fonçati e João Brunelli

Assinada pelos publicitários Fabio Fonçati e João Brunelli, a coluna fala sobre as transformações da tecnologia e do comportamento humano