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Diga-me como interage: se a mobilidade é a jornada, a visão é a direção

A busca pela interface computacional perfeita a favor da mobilidade é feita de vias sem saídas e bifurcações

Por Fabio Fonçati

19 de fevereiro de 2023, às 10h54 • Última atualização em 19 de fevereiro de 2023, às 10h55

Do IBM 5150, lançado em 1981, até hoje, com inúmeros recursos disponíveis na palma da mão, a busca pela interface computacional perfeita a favor da mobilidade é feita de vias sem saídas e bifurcações. Uma delas é formada pelos vestíveis. Smartwatches são legais mas, enquanto interface, ocupam o papel de intermediários numa relação que preza pela simplificação. No campo da saúde, incluindo aqui o fitness, essa relação muda para uma excelente ferramenta de automonitoramento e ponto.

Partindo dos pressupostos que mãos livres são requisito básico na busca por mobilidade com eficiência e, que interfaces por áudio são reféns do bom senso em ambientes coletivos, os óculos se tornam um meio interessante de suporte.

Lembra o Google Glass? Cumpriu em vida sua função trazendo os serviços do Google e renovando o avatar no LinkedIn, conferindo um status de modernidade e inovação àqueles que não conseguiam enxergar além do alcance. Foi passageiro. Teve também o Spectacles, do Snapchat, com os filtros de realidade virtual da plataforma e só. Um fanfarrão. Surgiram outras opções como o North Focals, adquirido pelo Google, Vuzix Blade e o Hololens, da Microsoft.

Agora, na corrida pelos smartglasses, se é que ela existe, surge o Nimo Planet e, junto a ele, a sensação de caminho livre para uma solução prática que, realmente, evolui o meio. Acompanhando a tendência do trabalho remoto, desde os tempos da linha de comando, o hardware se tornou compacto e entrega todas as possibilidades de uma estação de trabalho onde você estiver. O vídeo, que você consegue encontrar no YouTube, fala por si só.

Se William Blake disse que “a visão é a janela da alma”. Agora, essa janela é multitela. No horizonte da interface computacional, altamente influenciado pelo comportamento humano e pelas inovações tecnológicas, alguns pontos brilham aos olhos. A inteligência artificial e o aprendizado de máquina contribuem com os recursos de reconhecimento de voz e gestos, detecção de objetos, cenas e interações com outros dispositivos inteligentes.

A realidade mista oferece uma experiência imersiva e interativa para aplicações em vários setores, incluindo saúde, educação, design e manutenção. A conectividade sem fio e a integração garantem a facilidade de uso e interação. Com a tendência de que eles se tornem cada vez mais elegantes e úteis em diferentes situações. Até serem abolidos. O que vem depois da curva? 

Fabio Fonçati e João Brunelli

Assinada pelos publicitários Fabio Fonçati e João Brunelli, a coluna fala sobre as transformações da tecnologia e do comportamento humano