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Editorial

Consciência acima de tudo

Por Redação

04 de julho de 2020, às 09h20

Após um mês na fase laranja, que permitia o funcionamento de atividades não essenciais, como lojas de rua, por exemplo, a região de Campinas terá que voltar a baixar as portas para conter os reflexos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O retrocesso no chamado Plano São Paulo coloca os 42 municípios do Departamento Regional de Saúde de Campinas na fase vermelha das etapas previstas pelo governo.

A volta para um cenário mais restrito chegou a ser cogitada dias atrás, quando a ocupação de leitos de UTI para pacientes com coronavírus alcançou 70% na região. Na ocasião, quando as confirmações de novos casos e mortes avançavam com uma velocidade inédita pelo interior do Estado, autoridades já alertavam para o risco de retrocesso no controle da pandemia.

Mas, na rotina dos municípios, pelo menos da região, pouco mudou, mesmo com os insistentes pedidos do governo do Estado para que a população ficasse em isolamento. O próprio LIBERAL mostrou situações absurdas recentemente.

Nesta sexta, portanto, a questão dos leitos foi fundamental para definir o retrocesso. A ocupação chegou a 80% na última quinta-feira e, apesar de estatísticas sob controle em relação à evolução de casos e mortes, levou o governo a restringir o funcionamento de atividades não essenciais. Mais do que um alerta, o Estado impõe um freio à flexibilização da região, que precisará de esforços das prefeituras para se fazer cumprir a medida.

Dado o retrospecto desta crise sanitária, é provável que muitos ainda tentem furar a quarentena. Se não houver, também, um freio aos inconsequentes, seja com aplicação de multas ou com uma fiscalização constante e efetiva, as perspectivas de melhora em curto prazo serão, obviamente, menores.

O Liberal

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