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Como estão as nossas crianças?

Por Roberto Alves

14 mar 2021 às 07:58

Nossas crianças irão crescer com uma fase de pandemia e reclusão em suas vidas. Completamos um ano desta situação. Um ano que estamos vivendo tempos incomuns, trancados em casa, deixando de fazer muita coisa que fazíamos antes e lamentando as mais de 270 mil vidas que se foram. 2020 será lembrado como o ano em que a pandemia causada pela Covid-19 mudou de fato o sentido de viver.

Se para nós, adultos, que temos o entendimento necessário do que está acontecendo no mundo e do motivo de estarmos agindo dessa forma, está difícil, imagina para nossas crianças, que tiveram suas vidas viradas de cabeça para baixo repentinamente.

Da noite para o dia, elas não podem mais ir para a escola, nem ver os amiguinhos, visitar os avós ou ir ao parquinho da praça. A nova realidade se dá pelas aulas à distância, as vídeo chamadas para amenizar a saudade e usar a criatividade para se divertir dentro de casa. Mas infelizmente, não é tão simples assim.

Percebe-se que nesses últimos meses, tem aumentado o número de crianças sofrendo de ansiedade e estresse. Irritação, hiperatividade e alterações no sono e no apetite também entram na balança. E tudo isso que está acontecendo agora vai ter reflexo para o resto da vida delas.

Pesquisas apontam aumento na desigualdade social e na violência doméstica durante o período de quarentena. O que deve ser feito então? É necessário elaborar algum plano de ação eficaz pós-pandemia, com auxílio de psicólogos e educadores nas escolas, para ajudar as crianças nessa nova realidade.

A família também tem papel fundamental. Nunca passamos tanto tempo com nossos filhos quanto agora. É desafiador.

Nosso papel está em estabelecer o diálogo e deixar claro que essa situação não é algo sofrido exclusivamente pela criança, mas que atinge nossa sociedade como um todo.

*Roberto Alves é deputado federal pelo Republicanos e presidente da Frente Parlamentar contra o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Colaboração

Artigos de opinião enviados pelos leitores do LIBERAL. Para colaborar, envie os textos, com 1.800 caracteres (já contando os espaços), para o e-mail opiniao@liberal.com.br.