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Editorial

Calibragem técnica

Por Redação

29 jul 2020 às 07:48

O governo estadual anunciou no início dessa semana mudanças no Plano São Paulo, que trata da flexibilização em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Entre as alterações, a que mais chama atenção é aquela que permite que regiões com taxa de ocupação abaixo dos 75% nos leitos de UTI para a doença entrem na fase 4 (verde), enquanto o índice previsto anteriormente era de menos de 60%.

O governador João Doria (PSDB) chamou as alterações de “calibragem técnica”. Segundo ele, o objetivo foi “aprimorar” e tornar mais “eficiente e adequado” o sistema ao momento da pandemia.

Para contextualizar, a média de mortes diárias segue acima de mil no Brasil. E esses números já duram seis semanas. O Estado de São Paulo continua a liderar as estatísticas, com mais de 485 mil casos e mais de 21 mil mortes.

A mudança realizada pelo governo facilita que municípios façam o remanejamento dos leitos exclusivos de Covid-19 para outros pacientes sem mudarem de fase no plano, e, na prática, não coloca hoje nenhuma cidade na fase verde, que ainda considera critérios epidemiológicos.

O que pode parecer um afrouxamento nos critérios da flexibilização é apenas uma mudança no processo para gerar estabilidade na transição de fases.

No final das contas, como explicou a secretária da Desenvolvimento Econômico do governo, Patricia Ellen, “nenhuma região vai transicionar para verde se não alcançar menos de 40 internações e 5 óbitos por 100 mil habitantes, e sem ficar pelo menos 4 semanas na fase amarela”.

E para que isso aconteça, segue o cenário tão reforçado desde o início da pandemia, com a realização de todas as medidas básicas, como uso de máscaras e álcool gel, além da manutenção do isolamento social. Sem trabalho conjunto e cooperação social, a fase verde demorará a chegar.

O Liberal

Neste blog você encontra a opinião do Grupo Liberal de Comunicação, por meio dos textos editoriais publicados na edição impressa.