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Cotidiano & Existência

Basta à politicagem, ao capitalismo predatório, ao negacionismo!

Por Gisela Breno

07 de maio de 2024, às 18h30

A tragédia climática que assola o Rio Grande do Sul é uma evidência dolorosa das consequências devastadoras do negacionismo, do capitalismo predatório e da politicagem que sangram o nosso País.

Enquanto nossas comunidades enfrentam inundações catastróficas, lutam para sobreviver às enchentes, às perdas de bens e de dolorosas perdas humanas, empresários e políticos inescrupulosos minimizam a crise em busca de ganhos pessoais e políticos, ignorando a segurança, o bem-estar do povo e o cuidado com a natureza, que tem sido devastada por ações (des) humanas.

A situação é gravíssima, porém, prevista pela ciência. Há pelo menos 10 anos, o relatório Brasil 2040 já apontava chuvas acentuadas no Sul do Brasil, em decorrência das mudanças climáticas. O documento também chamava atenção para a necessidade de sistemas de alerta e de planos de contingência. E apresentava dados dramáticos: falta d’água no Sudeste, piora das secas no Nordeste, elevação do nível do mar, mortes por onda de calor, colapso de hidrelétricas e o aumento das chuvas no Sul.

O negacionismo climático, promovido por uma minoria de indivíduos e corporações, que priorizam seus lucros acima da verdade científica, é uma afronta à razão e à moralidade. Negar as mudanças climáticas e seus impactos é uma traição às gerações futuras e uma trágica negligência das evidências demonstradas pelos cientistas.

A politicagem agrava ainda mais a crise. Políticos corruptos e sem escrúpulos colocam seus interesses pessoais e partidários acima das necessidades urgentes das pessoas e do planeta. Fazem promessas vazias, desviam recursos públicos e enfraquecem regulamentações ambientais em prol de ganhos políticos de curto prazo, enquanto as comunidades sofrem as consequências de sua negligência e falta de ação.

O capitalismo predatório é o motor por trás da destruição desenfreada do meio ambiente. Empresas buscam lucros a qualquer custo, explorando recursos naturais sem consideração pelos impactos devastadores na biodiversidade e no clima.

Precisamos urgentemente de lideranças responsáveis e dinâmicas, comprometidas em enfrentar o negacionismo, desafiar o capitalismo predatório, acabar com a politicagem e responsabilizar aqueles que colocam em risco o presente e o nosso futuro comum. E, individualmente, adotarmos ações no dia a dia que contribuam para a construção um mundo mais sustentável. Não se trata nem da ira da natureza, tampouco da ira divina. A culpa é nossa. Basta!!!

Gisela Breno

Professora, Gisela Breno é graduada em Biologia na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e fez mestrado em Educação no Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo). A professora lecionou por pelo menos 30 anos.