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Editorial

Apelo ao Estado

Por Da redação

29 abr 2020 às 10:38 • Última atualização 29 abr 2020 às 10:40

Num esforço que tenta sensibilizar o governo estadual, prefeitura e entidades de Americana assinaram uma carta ao governador João Doria (PSDB) em que pedem pela reconsideração da quarentena por conta do novo coronavírus (Covid-19). O documento traz o apoio de associações de comerciantes, empresários, advogados, arquitetos, engenheiros e contabilistas.

As categorias pedem que haja um processo de interlocução com o Estado, para se argumentar fatores que dariam razão ao que o documento chama de “equívoco” na forma como a crise vem sendo tratada. Apesar de considerarem a prevenção importante, os signatários ressaltam que municípios com poucos casos, sem comprometimento de leitos, tiveram atividades econômicas paralisadas em função da quarentena. Para prefeitura e entidades, a medida tomada pela gestão de Doria submete Americana a um “regime de paralisia desproporcional aos problemas que enfrenta na saúde pública”.

O Estado argumenta, desde o início, que a decisão de decretar a quarentena é baseada na opinião de um grupo de especialistas em saúde, que compõem um comitê de contingência contra a doença. A preocupação com a segurança sanitária da população está longe de ser exagerada. Os números de casos e mortes no Estado, que batem recordes dia após dia, evidenciam que o coronavírus não é uma epidemia qualquer.

Em que pese o compreensível esforço das entidades e do governo municipal em Americana, parece difícil que o Estado seja convencido do contrário, ainda mais por já ter anunciado um plano de retomada para daqui a menos de duas semanas.

Tendo o Estado uma postura inflexível, e com razões científicas para isso, o momento é de trabalhar com as possibilidades. Prefeituras da região, como Santa Bárbara e Nova Odessa, têm promovido ações pontuais para auxiliar o comércio, como ajudando na divulgação de comerciantes que adotam formas seguras de trabalho e orientando sobre linhas de crédito. Longe de ser a salvação, é algo mais próximo do que a realidade permite, por ora.

Não esperemos que os leitos de hospitais estejam cheios ou que as estatísticas definam o caos num município para dizer que uma medida restritiva é proporcional ou não. Outros países do mundo já dão exemplos do que o coronavírus é capaz de provocar, inclusive exemplos que mostram que a flexibilização, em hora errada, pode vir a ser um grande problema.

O Liberal

Neste blog você encontra a opinião do Grupo Liberal de Comunicação, por meio dos textos editoriais publicados na edição impressa.