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Cotidiano & Existência

A pandemia do desamor

Em que momento "seres desumanos" desviaram seus olhares para as desigualdades, as injustiças e exclusões sociais?

Por Gisela Breno

15 jun 2021 às 09:45 • Última atualização 15 jun 2021 às 09:47

Ando pensando que a pandemia, que desafortunadamente tem ceifado a vida de milhões de pessoas, atingiu também a humanidade em sua virtude essencial, a compaixão e a caridade.

Sepultando o que há de mais belo em seu eu, apagando as centelhas Divinas inscrita em seu ser, a criatura desumanizada abre caminhos para expressar a parte mais cruel de sua existência.

Diferentemente de Moisés, que ao avistar a terra prometida preenchia sua alma com leite e mel, esses seres desumanos derramam ódios, divisões e indiferenças por onde passam.

Que laboratórios se apoderaram das fórmulas que sequestraram seus ideais de um mundo mais equânime, mais fraterno?

Em que momento desviaram seus olhares para as desigualdades, as injustiças e exclusões sociais, feridas abertas e pungentes à vista dos que ainda enxergam?

Por que diante de tantas perdas e sofrimentos eles insistem em permanecer
árvores estéreis, fruto sem semente, chamas que se apagam, áridos desertos, contra-exemplos?

Não podemos permanecer indiferentes a essa barbárie muito mais assassina e avassaladora que a Covid-19.

Porque Deus, a expressão máxima do Amor Compartilhado, não está acima de todos, mas vive no meio nós. Apropriemos da consciência mansa e transformadora para expulsarmos de nossa sociedade esses vendilhões da Pátria e de nossas esperanças.

Gisela Breno

Professora, Gisela Breno é graduada em Biologia na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e fez mestrado em Educação no Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo). A professora lecionou por pelo menos 30 anos.